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Orgulhosamente Vigiense

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Domingos Antônio Raiol (O Barão de Guajará)

Domingos Antônio Raiol, primeiro e único barão de Guajará, (Vigia, 4 de março de 1830 — 27 de outubro de 1912), foi um político brasileiro.

Filho de Pedro Antônio Raiol e de Arcângela Maria da Costa Raiol, casou-se com Maria Vitória de Chermont. Formado pela Faculdade de Direito do Recife, em 1854, foi procurador da Fazenda Nacional no Pará, além de deputado provincial várias vezes e deputado geral na 12ª legislatura, em 1864, pelo Pará, em 1900 fundou a Academia Paraense de Letras.

Foi presidente das províncias de Alagoas, nomeado por carta imperial de 23 de junho de 1882, de 3 de setembro a 11 de dezembro de 1882, do Ceará, de 12 de dezembro de 1882 a 17 de maio de 1883, e de São Paulo, nomeado por carta imperial de 30 de junho de 1883, de 18 de agosto de 1883 a 29 de março de 1884.

Agraciado barão em 3 de março de 1883.

A Academia Paraense de Letras (APL) é a entidade literária máxima do Estado do Pará. Acha-se instalada à Rua João Diogo, 235, bairro da Cidade Velha em Belém do Pará. Foi fundada por Domingos Antônio Raiol – o Barão de Guajará em 3 de maio de 1900, uma das mais antigas do Brasil, posterior apenas à Academia Cearense de Letras e à Academia Brasileira de Letras.

A data da criação da Academia Paraense de Letras coincide com a do Instituto Histórico e Geográfico do Pará, e ambos ocuparam o mesmo local para suas sessões e seu expediente. A reunião de criação das duas entidades foi conjunta. No entanto, não há registro conhecido de ata da referida reunião.

Represa de Santo Antônio da Campina, onde ficava o Casarão do Barão de Guajará em Vigia.

A. Moraes

Uma das grandes representações da comunicação da cidade da Vigia, o comunicador A.Moraes, que seja pela boca de ferro ou pelas ondas do radio, apresentava com muita irreverência as noticias e opiniões relacionadas com a velha cidade.
Na imagem da década de 1990.

Eloi Vera Leal


Vigiense. Filho de Manuel da Vera Cruz Leal.
Começou sua carreira como funcionário público no ano de 1944, como Agente Municipal de Estatística na gestão do Prefeito Carlos Mourão. Daí em diante, assumiu diversos cargos no setor publico do município. Foi datilografo da Prefeitura, do Cartório Eleitoral e da Câmara municipal. Foi Oficial Administrativo da Prefeitura de Vigia e Agente do Cartório Eleitoral.

Em 1963, assumi o cargo de Chefe do Serviço Municipal de Estradas de Rodagem e Diretor de Expediente da Câmara Municipal. Foi Assessor Administrativo e Secretário Municipal na Primeira gestão do Prefeito Florival Nogueira da Silva de 1967 a 1971.

Foi Prefeito de Vigia de 1987 a 1988, quando vice-prefeito, substituindo o titular Nonato Vasconcelos que saíra para candidatar-se a outro cargo político.

"Tio Eloi" foi também um exímio artista plástico, na década de 1960 ajudou o amigo José Idone a elaborar a bandeira do Municipio de Vigia.

Na década de 1940, fazia parte do grupo de teatro amador que abrilhantava a cena cultural do municipio, com apresentações em varias locações pela cidade, dentre as quais o lendário Cine Teatro Brasil. Foi Também um dos ícones maiores do saudoso carnaval vigilengo.

Abdias Beckman

Senhor Abdias Beckman dono da Casa Beira Mar. Comercio surgido em decorrência da atividade de regatão, peculiar na região amazônica. Eram vendedores que percorriam os rios comercializando os produtos de primeira necessidade aos ribeirinhos (peixe, salgado, óleo e combustível, etc.), assim como adquirindo suas produções como: farinha de mandioca e utensílios artesanais úteis a atividade pesqueira.
A Casa Beira Mar foi inaugurada na década de 1940, no terreno na beira do rio Guajará Mirí pertencente a Augusto Beckman (tio de "seu" Abdias), descendente da primeira colônia de holandeses que se estabeleceram no Maranhão e posteriormente nos campos aos arredores da Ilha de Itapuá (Itapoã) em Vigia.

Domingas Moraes

A história quase desconhecida de uma mulher vigilenga

Domingas Moraes, filha de ex-escravos do Barão do Guajará, conviveu de perto com a rotina da Fazenda “Tauapará”. Nascida em “Ventre Livre”, ela presenciou fatos de histórica relevância em terras vigilengas. Relatou ao jornal O liberal, de 14 de setembro de 1976, quando já estava com mais de um século de idade. Neste artigo denominado “Rayol na lembrança de sua empregada” revela detalhes de suas experiências junto à família Rayol, como as vividas na Casa Grande (Engenho da Campina), casa de Vigia e residência do Barão na capital do estado (hoje Instituto Histórico e Geográfico do Pará – IBGE).

Na abolição da escravatura: “Houve uma enorme festa aqui na Vigia, lá na fazenda não aconteceu nada, porque o Barão não deixou. Mas aqui houve fogos, bebida e dança, além de muita comida. Os pretos que já gostavam de carimbo durante a escravidão, aí mesmo que caiam no carimbo. As mulheres dançavam e cantavam que até aquele dia não tinha sido vista, nem nas festas de São Benedito.”
“Assisti a uma grande festa. Era a chegada do filho do Barão que vinha dos estudos na Europa. O Largo da Pólvora ficou lotado de gente. Era fogos, carimbo e bebida. Foi uma grande festa.”

Segundo Dona Domingas o Barão do Guajará gostava de carimbo, porém não dançava porque era dança de preto. O carimbo daquele tempo era muito diferente de hoje. Tinha violino, violão, tambor, cuíca e muitos outros instrumentos, acrescentou a entrevistada.

Sobre o antigo carimbo relata também que as mulheres, no dia a dia, cantavam muitas musicas de carimbo, e umas das mais cantadas era:

“Lava lava lavadeira
Tô aprendendo a lavar
Goma goma lavadeira
Tô aprendendo a gomar
Me gome este terno faça favor
Tô aprendendo a gomar
Ai gomadeira o que é isso
É o bicho no mar é o reboliço
É o reboliço é o reboliço”

Sobre essa música Dona Domingas comenta que:
“Enquanto cantávamos fazíamos os gestos, de acordo com oque dizia a música. Se era lavadeira a dança imitava a lavadeira. Se era gomadeira a dança imitava a gomadeira. E assim por diante.”
Uma grande história, de uma grande vigilenga.

Professora Irene Favacho

Manuscrito de 1936, da professora e poetiza vigilenga Irene Favacho Soeiro (in memoriam) - Retalho D'alma - Valsa.

Professora Irene, Vigiense para não Esquecer As novas gerações não a conheceram. Mas se os jovens procurarem os mais idosos e perguntarem quem foi a professora Irene, com certeza terão informações admiráveis. Ouvimos de ex-alunos que ela se preocupava severamente em que o aluno aprendesse pra valer. Perguntava sempre se alguém não tinha entendido e repetia a explicação tantas vezes quantas necessário. O salário do professor era baixo demais, mas havia um notável profissionalismo e empenho no ensinar bem, talvez muito acima dos níveis internéticos atuais. A MESTRA – Ela deu aulas particulares de Português, Matemática, História, Ciência e Geografia, muito jovem ainda. Era a maneira de prover suas necessidades (roupa, calçado, medicamentos, por exemplo). Assim ajudava o pai, João Capistrano Favacho, cujo cartório, por volta de 1930, rendia muito pouco. Nada a afastava dos livros. Assim, decorou o de Geografia, umas 40 páginas. Sabia de cor todos os países da Europa e suas capitais, conforme testemunho de Francisco Olavo Raiol, tabelião substituto de seu pai. Participou de um teste surpresa, com as matérias citadas, ordenado pelo coronel Barata, governador. Mesmo avisada de véspera, conquistou a nota mais alta. Foi logo nomeada professora da vila de Colares. Ingressou posteriormente no Grupo Escolar da Vigia, depois “Barão de Guajará”. Participou de novos exames, inclusive em Belém, sobressaindo com notável aproveitamento. Sua fama correu longe, até a aposentadoria, com 39 anos de escola, os cinco últimos na secretaria do “Barão de Guajará”, sendo diretora a profª. Andréia Ataíde Monteiro. MATERNIDADE, RELIGIÃO E TEATRO – Casada com o ferreiro Manoel Brito Soeiro, de uma família totalmente operária, teve quatro filhos, nascidos no único sobrado que restou, perto da Matriz: lldone, Tomás, e um casal falecido: Irene e Tarcísio. Dos pais católicos, herdou o amor à religião, não só nas orações, mas no estudo e interpretação dos Evangelhos e nas atividades da igreja: Filhas de Maria, Ação Católica e Apostolado da Oração. Influenciou sogros e cunhados e assim criou os filhos, dois dos quais e também um sobrinho, preparou e encaminhou ao Seminário Metropolitano, da Cidade Velha, em Belém, onde foram, aprovados no teste de admissão. Sempre se interessou pelo teatro, decorando vários papéis. Dizem que ela substituía qualquer atriz que faltasse. Dirigiu peças curtas e lançou uma, pelo São João, intitulada “A Vaquinha”. Os atores eram alunos seus. HONESTIDADE – Com o falecimento do seu irmão Calazans, escrivão de polícia local, e da esposa dele, os três filhos seriam separados e criados por diversos parentes. A Profª. Irene não aceitou isso e levou os três para sua casa. Um dia, o mais novo, Benedito Calazans, aos 8 anos, encontrou, na rua, uma carteira recheada de dinheiro. A professora mandou anunciar o acontecimento na aparelhagem de som municipal. Vários “donos” apareceram e foram desmascarados pela mestra, que ainda lhes deu tremenda lição de moral. O dono era o comerciante Miguel Freitas, o qual, agradecido, quis gratificar o garoto com certa quantia. Ela recusou a oferta, dizendo que tinha apenas cumprido o dever de devolver aquilo que não era seu. A MESTRA, A LITERATURA E O CANTO – Sua mãe, Maria de Lourdes Favacho, era excelente contadora de estórias. Talvez dela a Profª. Irene tenha herdado o apego aos escritos. Entre muitos livros lidos, estimava os romances policiais e de mistério, “A Moreninha” e “O Moço Louro” (de Joaquim M. de Macedo) “Os Três Mosqueteiros” e “Os Miseráveis” (de Alexandre Dumas e Vitor Hugo, franceses), além de tantos que seu filho Ildone trazia de Belém. Lia também os poetas românticos, decorava e recitava seus poemas. Tinha facilidade no versejar e deixou, em cadernos, vários poemas rimados. Em casa cantava em voz alta as canções do seu tempo, que os raríssimos rádios veiculavam e com as quais os seresteiros encantavam as noites de luar, depois que a luz dos lampiões se apagava, às 22 horas. Uma das prediletas: “O Talento e a Formosura”, com belíssima letra de Catulo da Paixão Cearense. HOMENAGEM E FALECIMENTO – Afora professoras universitárias e famosas normalistas belemenses, como a imortal Anunciada Chaves, é possível que a professora Irene seja ímpar no interior do Estado, se contarmos as citações de seu nome em livros publicados. São sete ao todo, de autores como Prof. Isaac Dias Gomes, seu filho e mais dois da Secretaria de Cultura do Estado: “Vigia – Patrimônio Cultural” (1997) e “Vigia – Museu Contextual” (2002). Teve o nome aposto numa escola municipal fora da cidade, pelo prefeito Noé Palheta, também no Museu Histórico Municipal e na Sociedade “Cinco de Agosto”, onde era a mais antiga associada e secretária por longos anos. Seu filho José Ildone, em 2003, instalou a Biblioteca que a homenageia, no centro da cidade, e nela atende, anualmente, centenas de visitantes, inclusive de outros Estados e um parisiense, casado com uma vigiense, Frédéric Pagès. A Professora Irene faleceu no dia 4 de novembro, na residência de sua neta Rosirene, onde havia maior espaço e redução de barulho, após uma semana de internamento no Hospital Municipal, no qual recebeu excelente tratamento, inclusive do Secretário de Saúde, Dr. João Nunes de Sousa, seu ex-aluno. Na missa de Réquiem, por ter sido Secretária de Educação durante três gestões, recebeu a reverência do secretário atual, Prof. Raimundo Jair, e da Diretora e alunos da Escola que leva o nome da mestra falecida. Além do livro “Mãe e Mestra – Professora Irene aos 90 Anos”, distribuído em 2009, prepara-se uma publicação, com farta ilustração fotográfica, sobre a vida desta professora vigiense, cujo nome honra sua terra de nascimento e o magistério paraense.

Tia Pê

Francisca Lima do Espirito Santo, vigiense, nasceu em 1915. Conhecida por Tia Pê. Era doceira e apaixonada pela cultura vigilenga, foi um grande nome do Carimbó de raiz de Vigia. Organizava festejos de santos e todos os tipos de folguedos em sua modesta propriedade no bairro do Amparo. Era versátil, além de cantar e dançar o carimbo, era compositora (autodidata) e também tocava o “curimbó”(tambor). Em 1962 cria o Conjunto de Carimbó de Tia Pê apresentando-se em varias cidade do Pará e na até na capital. Em 1974 recebe da Universidade Federal do Pará o título de “Preservadora da cultura”.

Conjunto de Carimbo de Tia Pê:
Jaime – viola
Raimunda Lima (irmã de tia pê) – xeque-xeque
Mico (esposo de Tia pê0 - viola
Flor – flautista
Pueral – curimbó de repenique
Gerebeca – curimbó de marcação
Tia Pê – vocalista e xeque-xeque
Mariquinha – (irmã de tia Pê) – xeque-xeque
Tia Pê faleceu aos 61 anos de idade no dia 10 de junho de 1976, fato noticiado até pelos jornais da capital. Mas ficou eternizada na memória de seus contemporâneos como a grande “Dama do Carimbó” da Vigia.
Imagem de Tia Pê recebendo o título de "Preservadora da Cultura" em 1974.

Profº. Cândido Vilhena

CÂNDIDO DE VILHENA, era avô da Professora MARLENE DE VILHENA GOUVÊA, que lhe prestou uma homenagem colocando seu nome na escola.

Era brasileiro, paraense, natural da cidade da Vigia, professor formado pela extinta Escola Normal do Pará, CÂNDIDO DE VILHENA teve sob seus ensinamentos, alunos que mais tarde se destacariam nos cenários Municipal, Estadual e até Nacional como o Dr. Alves de Souza que dirigiu por muitos anos o órgão publicitário de maior destaque no país, na época, o jornal O PAÍS, que lamentavelmente, por motivos políticos, teve, não só o seu belíssimo acervo cultural, mas também o prédio onde funcionava, na Praça Mauá (RJ), queimados por ocasião da revolução de Getúlio Vargas e seus comandados.

A primeira nomeação do Cândido de Vilhena foi como Diretor do Grupo Escolar de Santarém Novo, sendo mais tarde (1910), nomeado Diretor do Grupo Escolar da Vigia, sua terra natal. A pedido foi nomeado Diretor do Grupo Escolar da Vila do Mosqueiro, onde trabalhou no período de 1911 à 1913 quando voltou e reassumiu a função de Diretor do Grupo Escolar da Vigia onde trabalhou até o ano de 1918, quando de sua aposentadoria.

Após aposentar-se, foi convidado (devido a seu excelente desempenho na área educacional) e aceitou o cargo de Auxiliar do Ensino Municipal até o ano de 1919 quando voltou à sua cidade natal, para exercer a função de Secretário da então Intendência Municipal, sendo esse, o último cargo que exerceu após o que, veio para Belém e recolheu-se ao aconchego da sua família.

Profª. Ester Nunes Bibas

Esther Nunes Bibas (Vigia, 5 de junho de 1888 — Belém do Pará, 27 de outubro de 1972) foi uma escritora brasileira.

Filha de Gratuliano da Silva Nunes e da Professora Constantina da Costa Nunes, goza de grande prestigio em sua cidade natal. Tendo como parentes ilustres:, o tio, professor Bertoldo Nunes e, o primo, o poeta Tomás Nunes.

Estudou na antiga Escola Normal do Pará, formando-se em 27 de novembro de 1908.

Durante o governo de Augusto Montenegro trabalhou no colégio Progresso Paraense. Ensinou em vários colegios do estado e também atuou como diretora.

Recebeu várias medalhas de honra ao mérito, inclusive a comemorativa do centenário da escola normal. Também recebeu o título de professora do ano da Sociedade Paraense de Educação. A Câmara Municipal de Belém, em sessão solene, lhe outorgou, em 1960, o tílulo de honra ao mérito.

Teve vários filhos entre eles:

  • Gratuliano Nunes Bibas, major reformado da exército, pesquisador e escritor

  • Teresinha Bibas, escritora e poeta.

Escreveu para os jornais: A Província do Pará, Folha do Norte, O Estado do Pará e em revistas da época.

Obras

Escreveu livros para as cinco séries que receberam o nome de Páginas Brasileiras, impressos em São Paulo, na editora Brasil.

Rimas do Coração: poesias. Belém:[s.n.], 1958.

Profº. Bertoldo Nunes

Bertoldo Nunes, era educador e sempre lutou pelo ensino primário em Vigia, um dos fundadores da Sociedade Literária e Beneficente "Cinco de Agosto". Na parte educacional sua contribuição é que seria exercida através da implantação de uma Escola Primária e de um Externato (estabelecimento de ensino onde só há alunos externos, ou seja, que não residem no mesmo), para levar instrução gratuita à população desprivilegiada.
Nas últimas décadas do século XIX, a “Cinco de Agosto”, já enraizada no âmbito social da cidade, recebia apoio comunitário e era positivamente comentada em jornais circulantes na época: O Vigilante, O Liberal, O Liberal da Vigia e O Orvalho, de Bertoldo Nunes, ambos de cunho crítico, literário e noticioso; O Apóstolo e O Publicista, religiosos; O Espelho; O Ateneu; O Século XX, também de Bertoldo Nunes, entre outras publicações de prestígio.

Sineiro Moacir

Outra figura emblemática da matriz foi o sineiro Moacir de Medeiros Lima, nascido na cidade de Curuçá, em 23 de maio de 1912.
Moacir trabalhou desde muito cedo, exercendo diversas profissões. Era chamado popularmente de “Homem dos Sete Ofícios”.
Como sineiro e sacristão da igreja Mãe de Deus, Moacir atuou desde 1951 até 1976, durante vários vicariatos, sendo:
Monsenhor Milton Corrêa Pereira (cametaense), entre 1951 e 1952 - este conduziu a paróquia em caráter temporário, após o falecimento do Padre Alcides Paranhos. Posteriormente, foi para o arcebispado.
Monsenhor Faustino Cabixto de Brito, de 1952 a 1962 - período em que houve na Vigia a fixação da comunidade das irmãs da Congregação do Preciosíssimo Sangue, que vieram a fundar o Educandário Nossa Senhora das Neves, em 19 de março de 1953. Neste vicariato, também aconteceu a ampliação da igreja de São Sebastião, no bairro do Arapiranga, na gestão do prefeito Ruy de Figueiredo Mendonça;

Liberato Pará (Sineiro)

O sineiro Liberato Ataíde Pará, nascido em Vigia, no dia 24 de agosto de 191065.
Aos 16 anos de idade, Liberato começou a trabalhar na referida igreja, na época do longo vicariato do padre belemense Alcides Batalha da Silva Paranhos, que durou de 1910 até 1951, quando este morreu, vítima de infarto, no dia 03 de dezembro.
Padre Alcides, além de sacerdote, com influência na política local, também era músico. Presidiu o Clube Musical “31 de Agosto”.
Ainda à frente da paróquia, testemunhou a derrubada dos paredões da nave da Igreja de Pedra, realizada pela Prefeitura, na década de 30, para usar as pedras provenientes da demolição nas obras do cais de arrimo e para a construção da usina elétrica.
Quando Paranhos assumiu a paróquia de Vigia, em 1910, esta havia passado por um período de vacância e, provisoriamente, assistida pelo Monsenhor Argymiro Maria de Oliveira Pantoja (vigiense), mediante a expulsão do cônego Raymundo Ulisses Penafort (cearense) da cidade, em 1909.    
O sineiro e sacristão Liberato Pará também trabalhou com extração e venda de açaí amassado à mão, além de ter sido luzeiro, ou seja, quando ainda não havia luz elétrica na Vigia, as ruas da cidade eram clareadas com luminárias de velas de cera, que ficavam no alto de postes de madeira. Diariamente, por volta das seis horas da tarde, Liberato, carregando uma escada, subia de poste em poste, acendendo as velas. Já às seis da manhã seguinte, repetia todo o trajeto, desta vez para apagá-las.
Ele ainda foi fogueteiro do carro do boi, alegoria que conduz a procissão do Círio da Vigia, anunciando sua passagem com o estourar de foguetes soltados da mão do fogueteiro.
Liberato Pará faleceu em 08 de julho de 2002.


 

Mário Raiol

Mário Cardoso Raiol, nasceu na cidade da Vigia de Nazaré, em 15 de janeiro de 1940. Filho de Antônio do Espírito Santo Raiol e Claudomira Cardoso Alves. Estudou o curso primário no Grupo Escolar de Vigia, denominado Escola Estadual de Ensino Fundamental "Barão de Guajará". Concluiu a 5ª série do curso primário em 195. Participou de concurso público, sendo aprovado para ocupar uma vvaga na SUCAM aatualmente FNS  Fundação Nacional de Saúde. Sócio-fundador da Sociedade Literária e Beneficente "5 de Agosto" estava sempre presente nas atividades da centenária entidade. Admirador do Luzeiro Esporte Clube, participava dos eventos esportivos e festivos promovidos pela agremiação. Carnavalesco e folclorista era entusiasta das festas juninas e blocos de carnavais da Vigia de Nazaré. Foi o fundador do Grupo Junino de Boi-Bumbá "Só Vendo". Comunicador e animador nato, fundou a primeira rádio de aparelhagem (boca-de-ferro) da Vigia de Nazaré, "Rádio Publicidade Canarinho". Era o locutor que anunciava a programação do Cine Monark, Grande mestre e incentivador dos comunicadores: Antônio Moraes, Quitão, Luiz Gonzaga entre outros. Estava sempre presente nas transmissões do Serviço de Som A. Moraes que o chamava carinhosamente de MAC-ROLL.

A poesia era dom que trouxe de berço. Apesar de ter frequentado a escola por pouco tempo gostava de escrever mensagens de Nata e Ano Novo, sendo requisitado por seus conterrâneos e amigos para exercer sua natureza.

Ao tomar conhecimento do ROUBO DA SANTA Nossa Senhora de Nazaré e São Luiz de Gonzaga da Igreja Madre de Deus, ocorrido em 10 de fevereiro de 1977, incentivado por seus colegas Raimundo Nonato da Silva Palheta (Barba) e Benedito Fernandes Saldanha Palheta (Bené), inspirado por uma força divina compôs de improviso e num único dia o poema intitulado:

A imagem de Nossa Senhora de Nazaré chegou na Vigia de Nazaré às 22h do dia 14/02/1977.

Mário Raiol faleceu em 22/09/1993, deixou esposa, Maria de Lourdes Dias Raiol, e sete filhos, Antônio Marçal Dias Raiol, Vilma Nazaré Dias Raiol, Vânia Margarida Dias Raiol, Vanja Lilian Dias Raiol, Valdinéia do Socorro Dias Raiol, Mário Dias Raiol e Mário Jorge Dias Raiol.



 

Broa

Um ícone da cultura popular! (in memoriam)
"Seu" Broa, vestia-se de Índio tupinambá em épocas de Carnaval e Quadra Junina, fato devido a descendência de sua amada esposa. Autônomo, trabalhava com sua carroça e prestava os mais diversos serviços. Era tido, por muitos, como exemplo da "gaiatice"e "malandragem popular" e contador das mais mirabolantes histórias. Viva o Broa!



 

Sapito

Sapito, foi um dos primeiros cabeleireiros de Vigia, sua Barbearia era localizada no Trapiche Municipal, onde funcionou por vários anos. Sapito empre incentivou a cultura de Vigia, criando com sua enorme irreverência os Blocos "BANDA DO SILÊNCIO" e "BLOCO DO PALHAÇO", conversar com sapito era risada na certa, sempre fazendo piadas do seu físico, tirava gargalhadas até dos mais sérios, saudade do eterno Palhaço.



 

Jurita

Dona Jurita, e quem não se lembra dessa senhora, sempre mal humorada, percorria as ruas da cidade empurrando seu carrinho, a cada esquina uma brincadeira que ela sempre retribuia, as vezes passava cantarolando mesmo com suas dificuldades, é sempre lembrada com carinho pelos moradores de Vigia, saudades dessa guerreira. 



 

Gabiru

Sr. Manoel Vilar de Oliveira, conhecido como Gabiru, 89 anos, dirige o grupo de CArimbó das Senhoras do município de Vigia. Gabiru também é conhecido pelos seus feitos no futebol vigiense sendo campeão como treinador por todos os clubes locais entre eles URUITÁ e LUZEIRO, trabalhou como treinador fora de sua cidade onde também conquistou títulos. Gabirú fundou o antigo "ARAPUCÃO" que se localiza na atual Praça do Pescador, ponto de encontro entre os jovens e de artistas vigienses até hoje e também "O MARISCÃO" Casa de Shows que se localizava onde hoje é a Quadra de Esportes Gerson Monteiro, é considerado amante da cultura vigiense.   



 

Marcionilo do Espírito Santo Alves


Nasceu na localidade do Iteréua,em 06 de outubro de 1887
Ficou órfão aos dois anos
Em 1898 quando MARCIONILO tinha 12 anos seu Avô e Pai de criação perdeu a visão, incidente que obrigou a interromper os estudos,até ser acolhido pelo Padre Alcides Batalha da Silva Paranhos,vigário da paróquia de vigia, através do qual concluiu seus estudos primários.
Em Belém uma familia o adotou, onde cursou a Escola técnica de comercio, através de concurso público ingressou como auxiliar de estação no Telégrafo Nacional e rapidamente chegou ao cargo de tesoureiro da Empresa Nacional.
Em 1930 trabalhava na Redação do Jornal "O Estado do Pará "
Em 1931 forma-se Cirurgião dentista.
Foi membro da associação dos novos.
Ainda na década de 30 fundou na Vigia os Jornais "A Vigia" e o "Cinco de Agosto" .
Idealizou e Fundou o
URUITA ESPORTE CLUBE E o Instituto de Proteção a Maternidade e a Infância Desvalida.
Em 1953 seu Trabalho Imortal a Criação do Ginásio "BERTOLDO NUNES ".
Foi professor de várias disciplinas, VEREADOR, E Presidente da Sociedade "São Sebastião " e tesoureiro do Grémio Marítimo Vigiense.
Publicou varias poesias e crónicas em jornais da capital
Deixou inacabado o Livro "A Amazónia do Futuro".
MARCIONILO nos deixou em 22 de Março de 1974
Mas sempre estará na história dos Grandes Vigienses"



 

João Leal


Fundador do Jornal o Pescador



 

Nélio Palheta (Jornalista)


Nélio Palheta é formado em Jornalismo pela UFPA - Universidade Federal do Pará, trabalhou como secretário de Governo do Estado do Pará. Atualmento é o Diretor proprietário da Xingu Comunicação - representação comercial da Abril PA e MA - na área de publicidade exclusivamente da editora. No jornalismo, Palheta somou experiência atuando na TV Liberal, na redação de O Liberal, dirigindo o Departamento de Telejornais da TV Cultura do Pará, além de trabalhos em agência de propaganda e em Assessoria de Imprensa. Sempre entre textos e reportagens, a palavra foi sua matéria-prima e sua fonte de inspiração. E a poesia caminhava nesse meio um pouco latente, e às vezes, explícita, para poucos. Atualmente escreveu um Livro Equinócio que teve seu lançamento na Feira Panamazônica do Livro em Belém do Pará. 



 

Egídio Trindade

Pelas beiras do Gaujará Mirim, nas proximidades do igarapé do Tujal, foi lugar onde se construiu centenas de embarcações vigilengas. Os antigos e rústicos estaleiros da Vigia. Deles saíram as mais proeminentes embarcações conhecidas no país inteiro, as VIGILENGAS. Com a mesma importância dessas primitivas oficinas de carpintaria naval, destacavam-se a figura dos mestres de estaleiros, homens de sabedoria empírica, fortes e pacientes, esquecidos já no seu tempo. Mais diariamente passando para seus pupilos e descendentes os segredos da arte de construir as Vigilengas da Vigia.

Dentre tantos heróis e desenvolvedores desta arte naval genuinamente vigiense, destacamos a figura do mestre Egídio Trindade
.
“Visitar os estaleiros da Vigia e não conhecer o mestre Egídio é ter feito a visita pela metade. Trata-se do mais antigo mestre de estaleiros na Vigia. Tem 98 anos de idade e aos 15 já era aprendiz da arte de fazer canoas. “Seu” Egídio tem a vista perfeita e se não fosse a velhice, que chegou inexorável, ele ainda trabalhava. Mas, não deixa de dar sua voltinha, diariamente, pelo porto, onde fica contemplando o mar e as vigilengas que ele, durante tantos anos, construiu.”
REVISTA MENSAGEM – Outubro de 1966.

Na imagem vemos o mestre Egídio Trindade no passeio diário pelas beiras do Guajará Mirim da Vigia. Ano de 1966.



 

Francisco Ferreira de Vilhena Alves

Francisco Ferreira de Vilhena Alves, nasceu em Vigia, no dia 03 de fevereiro de 1848.

Nada se sabe a respeito de sua infância, juventude e primeiros estudos. Adulto, foi professor, poeta e prosador, publicando muitas obras.

Em 1868 lançou um livro de poesia denominado “Monodias”, bem como outro intitulado “Melodias”.

Como muitos escritores paraense integrou a “Mina Literária”, associação ligada às letras, inaugurada oficialmente em 1º de janeiro de 1895.

No ano de 1900, Vilhena Alves, com outras personalidades paraenses participou da fundação do Instituto Histórico e Geográfico do Pará (IHGP). Naquele local de encontro da intelectualidade paraense, versada na história e realidade amazônica, tornou-se Vilhena Alves o 2º secretário do IHGP. Também foi responsável pela “Comissão de pesquisa de documentos” e da “Comissão de estatutos e redação” da revista publicada pelo Instituto, no qual ocupava a cadeira número 39.

Foi colaborador do jornal “Província do Pará” e da revista “Ciências e Letras”.

            Vilhena Alves faleceu em Belém no dia 09 de julho de 1912. Em sua homenagem foi nomeada uma escola estadual em Belém, na Avenida Nazaré.

Entre suas obras encontra-se:

“Compêndio de análise moderna”: Lexicologia e Sintática (1895)

“Enlevos Poéticos” (1871)

“Exercícios de Português” (1900)

“Gramática Portuguesa: curso superior” (1895)

“Monodias” (poesias, 1866)

“Miscelânea Literária” (coleção de artigos, 18--?)

“Primeira Gramática da infância” (18--?)

“Segunda Gramática da infância: curso médio” (1897)

“Seleta Literária” (1900)   



 

Alves de Sousa

Alves de Sousa nasceu na Vigia a 12 de novembro de 1882. Filho de Antônio Alves de Sousa e de Olinda Alves de Sousa. Mudou-se, muito moço ainda, para prosseguir seus estudos em Belém, matriculou-se no antigo Atheneu Paraense, educandário de merecido conceito, do qual era diretor e proprietário o professor Bertoldo Nunes.

Poeta e jornalista, ainda adolescente, Belém o consagrou como uma das mais vigorosas personalidades de sua geração. Conquistou no jornalismo um nome glorioso. Foi redator de A Província do Pará, deputado estadual e secretário de O Estado do Pará. Fundou e dirigiu em Belém, após a queda das oligarquias, o diário – “A Capital”. Transferiu-se para o Rio de Janeiro. Tornou-se ali uma das figuras mais dinâmicas do jornalismo, alcançando singular relevo como diretor de O País, jornal que marcou época na  política do Rio de Janeiro, e que foi empastelado após a revolução de 30.

Desgostoso e arruinado, aceitou a oportunidade que Orlando Dantas lhe ofereceu na redação do Diário de Notícias em 1931. Morreu como modesto redator daquele matutino carioca, em 04 de dezembro de 1943.

Como poeta, publicou ainda em Belém, em 1904, o volume Crepusculário, que teve larga repercussão, “Equatoriaes”. Deixou ainda muitas poesias e versos esparsos, assim como alguns trabalhos dramáticos de merecimento.



 

Noêmia Belém

Noêmia Belém, a matriarca da família Belém, totalmente dedicada à educação e à caridade, chegando, por este e outros motivos, a ser madrinha de mais de mil vigienses numa época em que a Vigia possuía apenas oito mil habitantes.



 

Prefeito Anísio Mota

Prefeito Anísio Mota
Nasceu ma cidade de Bragança, em 17 de outubro de 1919. Filho de Aristide Gonçalves Mota e Apolônia Pinheiro dos Santos. Trabalho com técnico itinerante de enfermagem, inclusive na Vila do Espírito Santo do Tauá, onde constituiu família.
Em Vigia foi vereador, vice-prefeito, presidente da Câmara e Prefeito, de 1959 a 1963. Foi também Defensor Público, nomeado pela Comarca de Vigia.

A administração de Anísio Mota foi marcado pela atuação na área social, apoiando a Pesca e a Agricultura, ajudou na revitalização da Colônia de Pescadores de Vigia e contribuiu para a institucionalização do Sindicato Rural dos Agricultores.

Foi Presidente da centenária Sociedade Literária e Beneficente “5 de Agosto”, do Uruitá Esporte Clube e membro da Sociedade Beneficente São Sebastião.
Faleceu aos 57 anos, em Belém, onde exercia a função de fiscal da Saúde Publica.

Carmo Gonzales Palheta 

Homem dedicado a Educação, foi Professor e posteriormente Diretor da Escola Presidente Kennedy, sendo eleito vereador, também era proprietário de uma foguetaria, ofício herdado de seu pai Seu Clarito, e foi numa de suas foguetarias que ocorreria um dos mais trágicos acidentes que ceifaria sua breve vida, era casado com Professora Glória Almeida.   

Domingos Juvenil

Domingos Juvenil, atual Prefeito do Município de Altamira, foi Deputado Estadual e Presidente da Assembleia Legislativa do Pará, eleito em 2006, iniciou sua carreira política em 1962 pelo extinto MDB (atual PMDB).
Eleito com mais de 30 mil votos para ocupar, pela terceira vez, um assento na Assembleia Legislativa do Pará, Domingos Juvenil entra para a história política do Pará como o primeiro presidente eleito à unanimidade para chefiar, por mais dois anos - biênio 2009/2010 - o Parlamento Paraense.

Exerceu o cargo de Deputado Estadual do Pará (2006—2010).

Casado, três filhos e nascido na Vigia de Nazaré, Domingos Juvenil coleciona desde 1962, quando foi eleito vereador pelo MTR (Movimento Trabalhista Renovador) em sua terra natal, larga experiência política e administrativa, o que lhe confere o respeito, a confiança e a credibilidade da sociedade paraense.

Os desafios da política partidária tornaram Juvenil um seguidor da frase do filósofo Santo Agostinho, "cada dia com sua agonia", onde busca serenidade para construir uma carreira pública sólida e exitosa. Em 1974 é eleito deputado estadual pela extinta Arena. Em 1975 se torna prefeito de Altamira, já pelo então MDB, de onde nunca mais saiu em nome da fidelidade partidária de quem é defensor intransigente.

Três anos depois, Juvenil retorna para cumprir mais um mandato no Legislativo Estadual, para, na eleição de 1982, conquistar uma vaga na Câmara Federal. Permaneceu em Brasília como deputado federal até 1995, onde teve atuação destacada na elaboração da Constituição de 1988 e foi membro titular das principais comissões técnicas da Casa, dentre as quais, a de Orçamento, Minas, Energia e Transportes.

Na condição de deputado federal, Domingos Juvenil, em missão oficial, esteve na Venezuela, representando o Brasil e o Pará, na IV Assembleia do Parlamento Amazônico, realizada em Caracas. Em 1992, quando o Brasil iniciava as discussões sobre desenvolvimento sustentável, ele representou a Câmara dos Deputados, na Conferência das Nações Unidas sobre Meio ambiente, a ECO-92, no Rio de Janeiro.

A vontade de continuar trabalhando mais de perto pela população paraense, fez Juvenil retornar ao Pará, disputar e vencer a eleição de 2000, para prefeito de Altamira, município da região sudoeste do Estado. Na Chefia do Governo Municipal trabalhou pelos mais carentes, garantindo educação, saúde, emprego, segurança e vida digna.

Mimito Barata

Nascido em Vigia e Patriarca da Família Barata, morador das antigas do Bairro do Arapiranga, onde realizou muitas obras importantes e pavimentou a maioria das ruas do bairro, era considerado um homem bondoso que sempre acolheu quem precisava, por esse motivo foi um dos mais bem votados prefeitos de Vigia, nos deixou no ano de 2017 mas entrou no rol dos vigienses ilustres.

Benzito Neves

Seu Benzito como era conhecido nasceu em Vigia e era proprietário de uma das baiucas ou tabernas mais sortidas de Vigia, vendendo utensílios da época como potes e canecas, fez história em Vigia, sua taberna ficava onde hoje é o Hotel Eliza ao lado da Igreja de Pedra.

Antônio do Espírito Santo Silva "O VELOZ"

Antônio do Espírito Santo Silva “o Veloz” nasceu na cidade da Vigia de Nazaré Estado do Pará, a 10 de maio de 1923 e faleceu no segundo semestre de 2005. Filho de Casemiro de Abreu e Silva e da Senhora Tomázia Rodrigues Silva.

Estudou no grupo Escolar da Vigia (GEV), hoje antigo Grupo Escolar “Barão de Guajará”. Em virtude da situação econômica de sua família, teve que abandonar a escola na 3ª série do Curso Primário.   

Em 1940 o Arcebispo de Belém – D. Mário de Miranda Vilas Boas homenageia o vigiense com o diploma de nos Serviços à Arquidiocese de Belém.

Foi funcionário da antiga SNAPP – Serviço Nacional de Abastecimento dos Portos do Pará, hoje companhia das Docas do Pará – CDP. No início da Segunda Guerra Mundial, foi transferido para a ase do Território Federal do Amapá.

Em 1945, foi nomeado funcionário público federal pelo Governador do Amapá – Janary Gentil Nunes.     

Em fins da Segunda Guerra Mundial por volta de 945, assumiu a representatividade da Colônia dos Vigienses no Território do Amapá, à frente do antigo P.T.B., em Macapá. Começava a saga política, aos 22 anos.

Finda a Guerra, em 1954, regressa à sua terra natal. Ao chegar na Vigia de Nazaré onde se estabelece, opta por desenvolver as atividades de comerciante.

Em 1958, já com domicílio em terras vigienses, foi eleito Presidente do antigo P.T.B., em cujas fileiras foi militante de atuação exemplar.

Contribuiu na formação, política e social da Vigia de Nazaré, onde foi Presidente Vice-Presidente e Tesoureiro (3 mandatos) do Luzeiro Esporte Clube, instituição de grande prestígio social e desportivo do povo vigiense. Foi Presidente da banda Musical União Vigiense, por mais de 10 (dez) anos.  

Em 1968, aos 45 anos, no governo do regime militar foi eleito Vereador da Câmara Municipal da Vigia. Este fato repetiu-se por mais duas vereanças.

Foi o fundador e primeiro presidente do MDB – Movimento Democrático brasileiro atual PMDB na Vigia de Nazaré, em Plena Revolução Militar.

Foi acusado de ser comunista por seus adversários políticos, sofreu um atentado por motivos políticos quando fazia sua caminhada matinal até o cais de Vigia, mas o tiro atingiu o seu chapéu, sofreu perseguições, segundo seus filhos na época das eleições sua residência chegou a ser apedrejada pelos que não aceitavam a sua candidatura. Chegaram a pinchá-la com palavras grandes de “COMUNISTA”. Na escola seus filhos eram desprestigiados por professoras e funcionários, que rotulavam-lhes como “os filhos do comunista”, lhes negavam até a merenda escolar.   

Em 1980 na condição de Presidente do MDB da Vigia, representou a Região do Salgado num Congresso realizado em Brasília. Ainda nesse ano recebeu o diploma de Bons Serviços Prestados ao Território Federal do Amapá, honra concedida pelo Governador do Amapá.

Fica aqui nossa homenagem a um vigiense chamado Veloz, que desde antigamente tem seu nome e seu trabalho voltados para a construção de uma bela história na Vigia.  

Rose Blanche Correa

Rose Blanche Correa foi eleita por voto popular a primeira Prefeita Mulher da cidade da Vigia, se destacou em uma época que a classe masculina dominava a política nacional, hoje dá nome a uma Rua do bairro Sol Nascente, merece ser lembrada com carinho pelos vigienses.

Feijoada

Feijoada como era conhecido foi o primeiro Prefeito Eleito de Vigia no ano de 1930, na época em que a Revolução acabou com a intendência.

Ruy de Figueiredo Mendonça

Rui Mendonça como era conhecido foi eleito prefeito de Vigia por voto popular na década de 40. 

Boanerges Marques de Oliveira

Boanerges Marques de Oliveira substituiu Ruy Mendonça este se recandidatou a prefeito.

Capitão Maurício Ferreira

O Capitão Maurício Ferreira foi eleito por voto popular como Prefeito da cidade da Vigia na década de 30.

Cardoso Enfermeiro

Seu Cardoso como era conhecido dedicou sua vida a saúde sendo um dos primeiros enfermeiros formados de Vigia. Era pai de João Lyra Cardoso.

Valdenir Ferreira Hesketh

Seu Valdenir como é conhecido, é de descendência alemã, foi eleito vereador de Vigia na década de 60, sua família tinha uma Fazenda atrás do cemitério São Francisco (a conhecida Granja), tempos depois criou o loteamento Hesketh em homenagem a sua família onde reside até hoje. 

Carlos Mourão

Carlos Mourão foi eleito por voto popular como prefeito da cidade da Vigia, na década de 40.

Francisco Antônio Palmeira

Francisco Antônio Palmeira foi o Prefeito de Vigia no qual Substituiu Carlos Mourão na década de 40.

Professora Andréa Ataíde

Professora Andréa Ataíde é vigiense, teve sua vida dedicada a educação, uma das mais respeitadas profissionais de Vigia, lecionou no então Colégio "Barão de Guajará" por vários anos chegando a ser diretora. Nossa homenagem a esta vigiense que honrou a educação em Vigia.

Florival Nogueira da Silva

Florival Nogueira da Silva, nasceu em 06 de março de 1924, no município de Vigia-PA. Filho de Agostinho do Livramento e Silva e Bibiana Nogueira da Silva.

Estudou o primário no Grupo Escolar de Vigia. Na carreira profissional exerceu a profissão de sapateiro. Em cargos Públicos foi funcionário do D.E.R. onde foi capataz, fiscal de Caça e Pesca, foi direitor do Ciretran-Vigia, último cargo, aposentando-se.

Na carreira política foi suplente de Vereador e Vereador de Vigia em duas legislaturas (1959 à 1963 e 1963 à 1967). Foi prefeito de Vigia em duas legislaturas (1967 à 1971 e 1973 à 1976).

Fatos históricos como prefeito, construiu parte do cais de arrimo da frente da cidade (200m aproximadamente); Aquisição de máquinas pesadas e ambulância; Aquisição dos terrenos para a construção das Escolas Bertoldo Nunes e Presidente Kennedy.

Obras relevantes: Construção da E. M. Teodoro Rodrigues; Construção do prédio da Prefeitura; Implantação da energia na cidade (Celpa) e Sistema de Abastecimento de Água (SAAE). Na contribuição sócio-cultural, promoveu Seminários dos municípios da Região do Salgado; Cursos de suficiência de professores leigos; Apoio ao Projeto Rondon e Encontro de Prefeitos em Vigia, também foi secretário da Associação dos Prefeitos dos Municípios do Pará.

Foi casado com a Sra. Amércia Guimarães Avelino da Silva, teve uma prole de seis filhos.      

Agenor Vilhena

Agenor Vilhena foi prefeito de Vigia, assumindo a prefeitura na gestão do prefeito Anísio Mota, pois era secretário na época em que o prefeito da gestão foi afastado. Depois assumiu o Cartório Vilhena que era de seu pai Demétrio Nina de Vilhena, participou como jogador do Luzeiro Esporte Clube por vários anos e esteve na excursão do Luzeiro em Macapá, também foi presidente dos clubes Uruitá e Luzeiro e das Escolas de Samba Pra-Samba, Estação e no final de sua vida presidente da Grande Família, que foi criada em sua homenagem.

Julio Bulhões

Julio Bulhões da Trindade, comerciante da industria da pesca da gurijuba, possuía a mais bem equipada frota de vigilengas de Vigia e foi proprietário da A Casa Júlio. Na década de 50 do século XX a família Bulhões da Trindade iniciou o movimento de arrecadação de recursos para a execução de obras de reforma da Capela do Senhor dos Passos.

Era proprietário de vários imóveis importantes da Vigia antiga, um dos mais ricos e influentes de sua época.     

Maria Patauá

Ilustração

Maria Patauá ou Dona Maria, como era carinhosamente chamada, era uma figura emblemática da Matriz de Vigia, sempre compenetrada na imagem de Nossa Senhora, adentrava sem olhar para os lados, ajoelhava-se aos pés da santa e fazia algumas orações por longos minutos, se levantava e saía da igreja, tinha um traje típico dela, túnica branca que chegava ao meio das canelas, seu chapeuzinho branco, as vezes trocava para preto, seus cabelos grisalhos com longas tranças e um crucifixo enorme em seu peito, não faltando suas sapatilhas pretas, ficou na memória de muitos vigienses, ela que por algum tempo tomou conta da matriz de Vigia como sacristã. Segundo populares quando mais nova tentou o habito de freira, mas, tempos depois não continuou no convento, dedicando sua vida a Igreja da Madre de Deus em Vigia, por quem tinha um carinho especial, se deslumbrava com as relíquias que ali existiam e os diversos rituais católicos que aconteciam no magnífico templo da mãe de Deus.   

Fernando Vasconcelos

Ao completar 7 anos de idade conheceu o catolicismo, e foi “coroinha”, ajudando na celebração da Santa Ceia. Lembra que era a maior briga conseguir ficar ao lado direito do vigário Cônego Faustino de Brito durante a realização da missa, porque esse lado dava direitos de bater o sino na hora da Eucaristia e de levar a patena na hora da comunhão. Aos 13 anos também conheceu um pouquinho de política, convivendo com seu saudoso pai Raimundo Vasconcelos, farmacêutico e prefeito. De tanto bater o sino e carregar a patena foi seminarista do Seminário Metropolitano da Arquidiocese paraense. Também aprendeu a dirigir sozinho, no jipe apelidado carinhosamente de "Besouro", que pertencia à Prefeitura. Editou um jornal mensal, impresso em mimeógrafo aqui em Vigia. Depois editou o jornal CEMB, do Colégio Estadual Magalhães Barata, com o saudoso amigo Walmir Botelho, colega de sala.

Aos 18 anos seu primeiro emprego na Força&Luz – hoje Celpa - como auxiliar de escritório, graças a um pedido de sua mãe Dona Benedita Vasconcelos feito ao governador Jarbas Passarinho, amigo da família Vasconcelos. Morou com tios. Depois de dois anos resolveu ir morar sozinho. Deste então começou sua trajetória de lutas. É taxativo ao dizer que aprendeu muito na Celpa “uma bela escola que me deu o leme para ser um profissional exemplar”. Viveu e conviveu lições de gestão empresarial entre os seus 18 a 23 anos que lhe servem de norte até hoje. Nessa fase se licenciou do emprego e serviu no 26º Batalhão de Caçadores. Novas e belas lições de vida ele aprendeu. Como “recruta” diz que foi disciplinado e aprendeu a ser mais amigo, companheiro, a ser patriota e cidadão

Aos vinte e três anos e seguindo a sugestão de seu irmão Nonato Vasconcelos, embarcou em um ônibus rumo à Brasília de todos os brasileiros em busca de aprendizado e do saber, em 6 de janeiro de 1970, num Dia de Reis. Foram três dias e poeira e sol rumo a capital.

Dos 23 anos aos 26 anos deu uma de "penetra" no Anexo II alojamento da UnB. Nos últimos dias do mês, não tinha grana para pagar o almoço que custava R$1.00. Pegava bandeja utilizada por amigos e corria rumo às funcionárias que serviam o almoço e falava a tradicional frase: faz um repeteco. Nosso homenageado não esquece o que passou: muito frio, fome, falta de carinho dos seus pais e irmãos, da ausência dos amigos, da namorada, de não ter grana e ter de aprender e estudar. Nesses primeiros sete anos de Brasília trabalhou na Loja Encomenda Urgente, na plataforma superior da rodoviária, depois no MEC em uma empresa terceirizada, na fábrica de cimento CIPLAN, construída pelo desbravador paraense Eng. Efraim Ramiro Bentes.

Aos 26 anos, ele diz que “Deus teve misericórdia de mim e comecei a trabalhar em Publicidade, oportunidade concedida por Ivo Borges”, que chama carinhosamente de padrinho, começando como Agenciador de Propaganda do jornal Diário de Brasília, chegando a ser Gerente. Nessa época recebeu a Medalha de Amigo da Marinha.
Aos 28 anos, foi trabalhar no Jornal de Brasília a convite do seu amigo Fernando Câmara. No jornal ficou por sete anos. Nesse período foi eleito presidente do Sindicato dos Publicitários de Brasília, se tornando “servidor da profissão que exerço no mercado e da Indústria da Comunicação”, como costuma falar. Presidio Sindicato dos Publicitários por nove anos e apoiou a criação do sindicato patronal no DF. No Jornal de Brasília Fernando entrou para o jornalismo publicitário e de marketing. Editou uma coluna por cinco anos, aos domingos. Como presidente do Sindicato dos Publicitários foi agraciado com o prêmio de Destaque do Ano do Prêmio Colunistas Brasil pelo trabalho desenvolvido como presidente do sindicato. No momento da premiação, ocorrida na sede da Associação Comercial do Estado de São Paulo, fui convidado por Armando Ferrentini a fazer parte do júri do Prêmio Colunistas e há 42 anos colabora com a propaganda brasileira e há 33 anos dirige o Prêmio Colunistas Brasília. Também escreveu por dois anos uma coluna no Correio Braziiense.
A caminho da quarta década, foi viver a experiência de ser servidor público quando foi contratado pela EBN - Empresa Brasileira de Comunicação hoje EBC - Empresa Brasil de Comunicação; após ter feito um acordo com o Palácio do Planalto desde que a empresa não retirasse das agências de propaganda os editais, atas e balanços serviços primordiais para o mercado naquela época.
Saiu da estatal para ser Coordenador de Publicidade sob a batuta de Said Farah na Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, ainda como presidente de Sindicato, sendo o único sindicalista a trabalhar no Palácio do Planalto, no final de revolução. Sua presença e dedicação naquele órgão fizeram gerar um fato curioso: Fernando foi convidado pelo então Ministro Chefe da Casa Civil Golbery do Couto e Silva a retornar à EBN, à época presidida pelo jornalista Antonio Kraemer, no momento em que a SECOM estava encerrando suas atividades para assumir a Diretoria de Projetos Especiais. Não aceitou o convite do poderoso General Golbery por achar que a sua missão não seria ética e deu início a uma campanha para que a Publicidade Legal voltasse à iniciativa privada. Naquela época Fernando afirma que perdeu a confiança em trabalhar em órgão público. Em 23 de maio de 1988 o então presidente José Sarney atendeu a reivindicação do sindicalista vigiense e devolveu às agências de publicidade os editais, a EBN foi desativada e Fernando fez uma campanha em 20 jornais do país com o anúncio “Ao voltar atrás o governo deu um passo à frente”, criado pela VS Escala.
Saiu da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e foi para o Jornal do Brasil, sucursal Brasília. Foi Superintende do Jornal do Brasil, por nove anos. Quando saiu resolveu retornar ao Pará e ser candidato a prefeito de Vigia e fundar a sua empresa Meio&Midia Comunicação Ltda, hoje com 29 anos com o mesmo CNPJ, e continuar realizando o Prêmio Colunistas, que alcançou este ano sua 33ª edição, com muito sucesso.
Nessas sete décadas de vida Fernando Vasconcelos, divorciado, construiu uma família composta de filhos, netos, nora e ex. Fernando é Jornalista, Publicitário, Relações Públicas, Advogado e foi professor do UNICEUB por oito anos. Ama sua família, suas profissões e Brasília, que ajudou a construir e se tornou Cidadão Honorário, ao receber o título da Câmara Legislativa do Distrito Federal
Atualmente “luta para sobrevir e tocar sua empresa” como afirma sempre. Tem um site com o seu nome (www.fernandovasconcelos.com ), onde externa sua paixão pela Indústria da Comunicação.

Seu Gitoco (fogueteiro)

Seu Gitoco, era um dos mais experientes fogueteiros de Vigia, forneceu por muitos anos os foguetes das procissões do Círio de Nazaré e Cinco de Agosto, era irmão de Chiquinhho Palheta, outro fogueteiro famoso de Vigia, posteriormente se tornou guarda de Nazaré, no qual exerceu este trabalho até o seu falecimento.

Deuzarino Almeida (Dedé Almeida)

Dedé Almeida, filho de João Almeida, descendente direto de portugueses e casado com a Sra. Rosilda, fundadora da Casa Franciscana de Vigia, no qual tiveram 12 filhos. Em meados da década de 60 foi jogador do Uruitá Esporte Clube, posteriormente por influência de seu pai, abriu a maior Casa de Materiais de Construção de sua época, a saudosa ESTÂNCIA ALMEIDA, que por muitos anos foi a mais sortida da cidade, faleceu na década de noventa em decorrência de um câncer terminal. Fica aqui as lembranças do apreciador do esporte vigiense.  

Professora Sinésia Brito

Professora Sinésia Brito Rodrigues

Uma Vida dedicada a Educação do Povo Vigiense

Mestre Caroço

Mestre Caroço e seu irmão, Mestre João apegado na fornália, na ferraria da família Soeiro que por várias décadas artesanalmente confeccionava objetos para embarcações e para uso cotidiana das famílias. O ofício foi ensinado a vários vigienses que ainda hoje se mantem com esta profissão.

A antiga arte da "Ferraria". Com fole, bigorna e martelo.
Em nossa cidade estavam presentes desde o início da colonização. E inúmeras foram as que se instalaram aqui, durante toda a história de nossa terra. Aos poucos foram sendo substituídas pelas metalúrgicas, no processo normal do desenvolvimento.
Na imagem da década de 1980, os irmãos Francisco e João Soeiro na velha ferraria da família.

Retrografia Vigilenga
Acervo: Biblioteca “Profª.Irene Favacho Soeiro”
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José Augusto Correa

José Augusto Corrêa nasceu em Vigia, mas passou a maior parte do tempo na Europa sobretudo em Lisboa e Paris. Era da Academia de Ciências de Portugal e editou várias obras de caráter teológico, filosófico e literário entre 1894 e 1926. A obra Crônica Planetária é uma narração de viagem “em torno a terra” e em seu roteiro, Augusto Corrêa inseriu sua terra natal (SOEIRO, J. I., 1991, p. 66). No anexo 1 (imagem 3) da tese temos uma imagem de José Augusto Corrêa publicada em seu livro Crônicas Planetárias de 1904.

Nonato Leal

Raimundo Nonato Barros Leal (Nonato Leal). No dia 23 de julho 192, nasceu na cidade da Vigia (PA). O professor, músico e compositor Nonato Leal aos 8 anos de idade inicia com seu pai sua vida musical. Com 10 anos se apresentava ao público pela primeira vez tocando violino. Aos 13 anos começa a tocar banjo e aos 15, bandolim, violão tenor e viola. Aos 18 anos inicia o aprendizado de violão. Com 19 anos, compõe a primeira música chamada “Tauaparanassu”.

Foi para Belém aos 20 anos onde tomou parte do Cast. Artístico da PRC-5 Rádio Clube do Pará. Em 1945 se apresenta na radio nacional – RJ no programa Papel Carbono (Renato Murce) e tira nota 10, imitando o violonista Dilermano Reis com a música “Se Ela Perguntar”. Em 1950, ingressa na rádio Marajoara (PA) e excursiona pelo interior do Pará com os músicos e cantores do Cast. da emissora.

Em fevereiro de 1952, chega a Macapá (onde reside até hoje) a convite do seu irmão Oleno Leal, onde é convidado a fazer parte da rádio Difusora de Macapá. Em 1953 conhece Paracy Jucá Leite, com quem se casa, em 1954.

Tocou com artistas renomados como ANGELA MARIA, NELSON GONÇALVES, WALDICK SORIANO, CARMEM COSTA, CARLOS GALHARDO, JOÃO DO VALLE, LUIS GONZAGA, ARNALDO RAYOL, AGNALDO RAYOL. Também com o TRIO MUIRAQUITÃ, SEBASTIÃO TAPAJÓS, NILSON CHAVES, WALTER BANDEIRA, LUCINHA BASTOS, entre outros.

Excursionou pelo interior do Amapá sob o patrocínio do Governo. Participou da Semana de Arte Amapaense em 1981 e 1984. Em 1958 fez vários programas nas RÁDIOS DRAGÃO DO MAR, VERDES MARES E UIRAPURU no estado do Ceará. Compôs vários sambas- enredo para diversas escolas de samba do Amapá. Em 1982 e 1983 participou dos recitais de violão da REDE NACIONAL DA MÚSICA (FUNARTE). Em 1987 participou também do recital didático VILLA-LOBOS, curso de violão do SESC. Foi professor de violão na escola “WALQUIRIA LIMA” de 1970 a 1988.

Professora Lucimar Brabo

A professora Lucimar Brabo Alves - Pioneira da Educação no Amapá - nasceu na cidade de vigia, Estado do Pará, no dia 19 de julho de 1930. Seus pais, o comerciante Ricardo Macedo e a Sra. Raimunda Bastos Brabo eram pessoas bem conceituadas na cidade e isso facilitou para que sua filha Lucimar fizesse o terceiro grau, formando-se Administradora. Chegou ao Amapá em agosto de 1951, envolvida pelas informações do trabalho desenvolvido pelo Governador Janary Nunes e de imediato se integrou ao seu programa, ingressando no quadro de professores do governo do Amapá. Nessa função, lecionou nas escolas de Campina Grande, Porto do Céu, Fazendinha II, Grupo Escolar Alexandre Vaz Tavares, Instituto de Educação Santa Bartoloméa Capitaneo, Coaracy Nunes e Ginásio Feminino, hoje E.Estadual Santina Rioli, conquistando a admiração das comunidades onde serviu e se destacando entre as grandes mestras do Amapá. Foi nomeada para o cargo de Diretora do Pessoal da Secretaria de Administração e, em 1972, foi indicada e mereceu a aprovação para o cargo de Pró-Reitora de Administração da UNIFAP. Sua vida social foi sempre ligada aos programas escolares da juventude e a de seu esposo Domingos de Nazaré Alves com quem casou no dia 27 de abril de 1957 e com quem teve os filhos: Raimundo Nonato, Alda Lúcia, Domingos Sérgio, Carmem Lúcia, Paulo Sérgio, Mauro Henrique, José Maria e Maria José. Na vida esportiva, acompanhou o esposo, destacado jogador de futebol do Amapá Clube conhecido por ― "Caboco" Alves.

Professora Lucimar Brabo Alves aposentou-se no ano de 1983, depois de uma trajetória brilhante de 32 anos dedicados à educação de uma geração que fez o Amapá se destacar no cenário nacional.
A ilustre mestra faleceu, aos 81 anos, em Belém do Pará, no dia 13 de setembro de 2011.

Professor José Brito da Silva

José Brito da Silva, nasceu em Vigia no dia 04 de abril de 1946, é professor formado pela Universidade Federal do Pará, foi vereador por quatro mandatos, Secretário de Educação, foi Diretor da Escola Presidente Kennedy, coordenou por vários anos a Escola de Samba Pra-Samba, apoiou o primeiro grupo de vôlei de Vigia nos anos 70 “GRUVESA”, recebeu e condecorou atletas na câmara de Vigia, nos anos noventa se candidatou ao cargo de Prefeito de Vigia, sempre esteve presente nos acontecimentos mais relevantes para o município, recebeu a honraria máxima da câmara de Vigia pelas benfeitorias feitas ao município ao longo dos anos, é por essas e outras que devemos homenagear este que sempre dedicou sua vida a cultura e história deste município.     

Lapixó  ou Lalá

TOMÁS EDSON SILVA SOEIRO, ou simplesmente conhecido como LAPIXÓ ou LALÁ, nasceu na cidade da Vigia em 26/02/1970, é lembrado pela sua irreverência, foi um dos fundadores da Estação Primeira da Vigia, participando ativamente da organização da escola, seu físico magérrimo e seu fascínio pela classe LGBT, o tornou popular e querido entre os vigienses, chegando ao ponto de se candidatar ao cargo de VEREADOR no município de Vigia, aparecendo na urna como LALÁ utilizando o número 40611, sua candidatura foi pelo PSB-PARTIDO SOCIALISTA BRASILEIRO, exerceu por longos anos sua atividade de Auxiliar de Escritório pela Prefeitura de Vigia, tendo a sua escolaridade o Médio Completo, saudades desse vigiense que se orgulhava de sua terra e levava alegria por onde passava.

Makel

Quem lembra desta "figura" dirigindo um ônibus imaginário pelas ruas da cidade nas décadas passadas? Realmente, ele foi - e ainda é - personagem marcante da cultura popular de nossa terra. Vive hoje com familiares em Colares. Salve salve, nosso amigo Makel!

Retrografia Vigilenga
Acervo: Arquivo A. Alcantara.
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Constância

Dona Constância como é conhecida fez parte do Grupo Sagrado Coração de Jesus por vários anos, ensinou o ofício de artesão a vários vigienses, e teve a primeira Escola de Datilografia de Vigia, devota fiel de Santa Rita de Cássia, fundou o Grupo de Oração de Santa Rita, sua dedicação a cultura vigiense nos leva a essa homenagem a uma das mais ilustres vigienses. 

Francisco Olavo Raiol

Francisco Olavo Raiol. Nascido em 2 de abril de 1903 e faleceu no mesmo dia do seu aniversário em 2 de abril de 1989. Descendente do Barão de Guajará, trabalhou por 45 anos com Tabelião, Escrivão no Fórum do Município de Vigia de Nazaré-PA, foi Tesoureiro da Sociedade Literária e Beneficente 5 de Agosto, Conselheiro do Luzeiro Esporte Clube, assim também como primeiro Secretário da Escola Estadual Bertoldo Nunes, pai de 7 filhos, Francisco Olavo Raiol, faleceu aos 86 anos, deixando um legado na história de Vigia de Nazaré.