Rua Pedro Raiol, 328

Bairro: Centro - Vigia, PA

CEP: 68.780-000

E-mail: vigiapara400@gmail.com

 

© 2016 por INFOGRAFIC.

Orgulhosamente Vigiense

  • Google+ Clean
  • Twitter Clean
  • facebook

Vigia montou uma bonita exposição de artes sacras no ano de 1974 

A IGREJA EM EXPOSIÇÃO

Naturalmente que com toda essa riqueza a igreja da Mãe de Deus não deixou de ter cobiça dos estudiosos e colecionadores ao longo dos tempos. Tudo na igreja constitui atração desde os detalhes das maçanetas das portas principais até as pedras do calçamento que sem dúvida vieram do atlântico.

Muitas relíquias desapareceram, mas a restante ainda é valiosa. Os vigienses a elas dedicam um carinho paternal. A instalação da 1ª EXPOARTS no ano de 1974, pela UFPA através do CRUTAC motivando a comunidade é a primeira oportunidade que a Vigia teve para mostrar o que restava do seu acervo: imagens em madeira, telas, pias em mármore, a sacristia, castiçais em prata e bronze. Sobre as relíquias novas controvérsias aparecem. Comentam que em 1835, quando os cabanos tomaram a vila, valiosas alfaias foram arrebatadas. Outros afirmam que não houve cuidado e que a vaidade de alguns vigários um dos quais colocava esporas em seus cavalos com as pratas da igreja, contribuiu para a redução das relíquias.        

No corpo da igreja, à entrada duas pias em mármores róseo, embutidas na parede e a pia batismal, em mármore branco, iniciam o bom gosto dos jesuítas. No fundo, a capela-mór, destacando-se com seus florões de estilo barroco. No alto da capela repousa a imagem de Nossa Senhora das Neves, festejada como padroeira da cidade, no dia 5 de agosto. Ao centro o crucifixo em tamanho natural, com os braços móveis, trabalhado em madeira revestido de massa; sob o altar, a imagem do Senhor Morto, também em madeira revestido em massa, tamanho natural. Separando a capela-mor do corpo da igreja, duas alas de pequenas colunas em mármore completam o “gosto artístico e grandioso dos decoradores da vetusta igreja”, cuja beleza, felizmente, ainda resiste ao homem e ao tempo.

Na sacristia encontra-se o maior conjunto de peças, liderada pelo Cristo em tamanho natural, trabalhado em madeira policromada, datando do século XVIII e cuja origem presume-se europeia peninsular, o qual foi cartão natal do BASA no ano de 1973. Na mesma sala encontram-se oito telas sobre a “Vida de Nossa Senhora”, das quais duas estão desaparecidas. O forro, ornamentado com florões, juntamente com a pinacoteca foram recentemente recuperados. Os gavetões em acapu e cedro o piso em lajotas de barro cozido e um presépio feito de massa, em alto-relevo, formam um conjunto artístico original. Peça que chamou a atenção do visitante é um cravo de ferro. Segundo citações em latim, é das mesmas características do Sagrado Cravo. Foi confeccionado em Jerusalém, em 1904.    

Reunindo essas principais peças e mais de uma dezena de imagens raras, castiçais, custódias, ambulas, turíbulos e navetas, destacando-se um lampadário com mais de um metro de altura, trabalhado em prata.

Temos uma exposição com mais de cem peças diferentes, cujo o valor é de grande estima; apesar de algumas terem sido roubadas, entre elas uma naveta em prata, simbolizando a Arca de Noé.

Depois de se apreciar tudo isso, atentar para os detalhes das dobradiças e portas, sepulturas na sacristia e o diâmetro das colunas, o local indicado é a torre de onde se tem uma visão parcial da cidade e do rio estendend0-se ao longe, até o Atlântico.                

Candelabro com mais de um metro de altura e pesando 75 quilos, é a peça mais valiosa da exposição.