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Histórico da cidade da Vigia

O Brasil foi descoberto pela Vigia em 1498 por Duarte Pacheco 

Na imagem, a primeira pagina do Esmeraldo de Situ Orbis.

Pedro Álvares Cabral ou Duarte Pacheco Pereira? Uma nova resposta é dada por Francisco Contente Domingues, da Universidade de Lisboa: Duarte Pacheco foi lá em 1498 mas não percebeu onde estava, por ter uma imagem errada do mundo, segundo meus estudos foi no norte do Brasil na região da cidade da Vigia que na época tinha uma grande extensão territorial abrangendo vários municípios hoje desmembrados, que está a localização mais provável daquele acontecimento.

A incrível e quase desconhecida historia do “descobrimento da Vigia”
Segundo os estudos do pesquisador português José Alberto Figueiredo, que há anos trabalha no Projeto “Pará na Rota do Descobrimento do Brasil”, nosso país foi descoberto em terras paraenses dois anos antes da chegada de Cabral, entre os meses de novembro e dezembro. 

O estudo do professor português contraria a versão tradicional da descoberta em Porto Seguro, na Bahia no dia 22 de abril de 1500, afirmando que, embora não possam ser ainda definido o local exato e o dia em que a nau lusitana aportou em terras paraenses, há uma possibilidade de 80% de que esse fato histórico teve lugar em algum ponto entre os municípios de Vigia e Maracanã. 

“Não há nenhuma duvida documental de que o navegador português Duarte Pacheco Pereira tenha sido o primeiro emissário de Lisboa, cumprindo ordens do rei D. Manuel I, a chegar no Pará em 1498” – Declarou José Alberto (Jornal Diário do Pará, 13 de setembro de 1998).

De fato, este assunto é objeto de estudo de inúmeros pesquisadores em todo o Brasil. Tendo como base o manuscrito “ESMERALDO DE SITU ORBIS”.O Esmeraldo de situ orbis é um manuscrito de autoria do cosmógrafo português Duarte Pacheco Pereira. Dedicada ao rei D. Manuel I de Portugal (1495-1521), a obra foi montada em cinco partes, com um total de duzentas páginas, em 1506. Conforme descrito nas próprias palavras do autor, trata-se de uma obra de "cosmografia e marinharia". Apesar do título em latim, foi escrita em língua portuguesa, contendo as coordenadas geográficas de latitude e longitude de todos os portos conhecidos no seu tempo.

Ainda de acordo com o pesquisador Alberto Figueiredo, “ o rei de Portugal mandou que Duarte Pacheco viajasse para as Ilhas do Cabo Verde, no Oceano Atlântico, e de lá fosse verificar se realmente existiam terras a leste, pertencentes a Portugal (de acordo com o Tratado de Tordesilhas). Em 1498, quando chegou próximo da costa maranhense, tentou ancorar, mas não conseguindo devido as forte correntes marítimas. Para não por em perigo a expedição, a viagem seguiu até a litoral paraense. Para o pesquisador português, dois fatos atestam sua tese: “Na parte continental nós dizemos que o evento ocorreu entre a foz do rio Gurupi e zona de Colares à Vigia e, na parte insular, eventualmente pode ter acontecido entre ponta de Pedras e Faro, do outro lado da ilha do Marajó”. O que importa dizer que Duarte Pacheco Pereira aportou entre Vigia e Maracanã.

Na imagem, a primeira pagina do Esmeraldo de Situ Orbis.A incrível e quase desconhecida historia do “descobrimento da Vigia”
Segundo os estudos do pesquisador português José Alberto Figueiredo, que há anos trabalha no Projeto “Pará na Rota do Descobrimento do Brasil”, nosso país foi descoberto em terras paraenses dois anos antes da chegada de Cabral, entre os meses de novembro e dezembro. 

O estudo do professor português contraria a versão tradicional da descoberta em Porto Seguro, na Bahia no dia 22 de abril de 1500, afirmando que, embora não possam ser ainda definido o local exato e o dia em que a nau lusitana aportou em terras paraenses, há uma possibilidade de 80% de que esse fato histórico teve lugar em algum ponto entre os municípios de Vigia e Maracanã. 

“Não há nenhuma duvida documental de que o navegador português Duarte Pacheco Pereira tenha sido o primeiro emissário de Lisboa, cumprindo ordens do rei D. Manuel I, a chegar no Pará em 1498” – Declarou José Alberto (Jornal Diário do Pará, 13 de setembro de 1998).


 

O planisfério de Cantino de 1502 é uma das mais antigas cartas náuticas que representam os descobrimentos marítimos portugueses.

Filho de João Fernandes Pacheco, ou simplesmente João Pacheco (c. 1440 - Tânger, a. 1477), e de sua mulher (c. 1459) Isabel Pereira (c. 1440 -). A 21 de Julho de 1455 D. Afonso V de Portugal doou a João Pacheco, filho de Gonçalo Pacheco, Tesoureiro-Mor das coisas régias de Ceuta, enquanto sua mercê for, uma tença anual de 4.800 reais brancos, para seu estudo, a partir de 1 de Janeiro de 1455. Numa inquirição feita em Lisboa a 4 de Abril de 1497 sobre seu filho Duarte Pacheco Pereira, Fidalgo da Casa Real, a testemunha Pedro Vaz de Almeida, Fidalgo da Casa Real, morador em Lisboa, parente de Duarte Pacheco Pereira, disse que sabia que os mouros mataram João Pacheco em Tânger muito primeiro que seu pai, Gonçalo Pacheco, finasse, que passara de 20 e tantos anos que é finado.

Cavaleiro dos mais notáveis da história da Índia Portuguesa, nasceu em Lisboa em 1460. Um dos seus antepassados por varonia e por bastardia foi seu trisavô D. Diogo Lopes Pacheco, 8.º Senhor de Ferreira de Aves, um dos executores de Inês de Castro, casado com D. Joana Vasques Pereira. Tendo fugido para a Espanha, retornou à época da Crise de 1383-1385, apoiando o Mestre de Avis, com quem conseguiu recuperar todos os seus bens, tornando-se um dos conselheiros do novo monarca.

Em 1455 encontra-se Duarte Pacheco letrado, recebendo uma bolsa de estudos do monarca. Cavaleiro da casa de D. João II (1481−1495), contrariamente à tradição é pouco provável que tenha ido em 1482 a São Jorge da Mina, onde Diogo de Azambuja iniciava a construção do Feitoria de São Jorge da Mina. De acordo com a obra Décadas da Ásia, do cronista João de Barros, na viagem de retorno do cabo da Boa Esperança, em 1488, Bartolomeu Dias encontrou-o gravemente doente na ilha do Príncipe e levou-o para Portugal.

Reconhecido geógrafo e cosmógrafo, em 1490 viveu em Lisboa da pensão real a que o seu título lhe dava direito. Em 7 de Junho de 1494 assinou, na "qualidade de contínuo da casa do senhor rei de Portugal", o Tratado de Tordesilhas.

Em 1498 D. Manuel I encarregou-o de uma expedição secreta, organizada com o objectivo de reconhecer as zonas situadas para além da linha de demarcação de Tordesilhas, expedição que, partindo do Arquipélago de Cabo Verde, se acredita que teria culminado com o descobrimento do Brasil, em algum ponto da costa entre o Maranhão e o Pará, entre os meses de Novembro e Dezembro deste mesmo ano. Dali, teria acompanhado a costa Norte, alcançando a foz do rio Amazonas e a ilha do Marajó.

Em relação ao descobrimento do Brasil ou da eventual exploração das Antilhas e parte da América do Norte, tendo em conta as revelações cartográficas contidas no Planisfério de Cantino, o autor apresenta informações no segundo capítulo da primeira parte. Resumidamente, o texto relata:

"Como no terceiro ano de vosso reinado do ano de Nosso Senhor de mil quatrocentos e noventa e oito, donde nos vossa Alteza mandou descobrir a parte ocidental, passando além a grandeza do mar Oceano, onde é achada e navegada uma tam grande terra firme, com muitas e grandes ilhas adjacentes a ela e é grandemente povoada. Tanto se dilata sua grandeza e corre com muita longura, que de uma arte nem da outra não foi visto nem sabido o fim e cabo dela. É achado nela muito e fino brasil com outras muitas cousas de que os navios nestes Reinos vem grandemente povoados."

É este referido "Esmeraldo de situ orbis", assim, o primeiro roteiro de navegação português a mencionar a costa do Brasil e a abundância de pau-brasil (Caesalpinia echinata), nele existente. Simplesmente não percebeu onde estava, segundo o professor Francisco Contente Domingues, por ter uma imagem errada do mundo, ainda uma concepção ptolomaica, no qual todos os oceanos eram rodeados por terra.

A origem do município de Vigia de Nazaré (versão oficial)

       A origem do município,  situado na zona fisiográfica do Salgado, no nordeste paraense, é atribuída a 6 de janeiro de 1616, seis dias antes da fundação de Belém do Pará, com a passagem da comitiva de Francisco Caldeira Castelo Branco, durante a expedição de conquista do Grão-Pará. Os primitivos habitantes da região foram os índios Tupinambás, que viviam na aldeia Uruitá. Posteiormente, o domínio do lugar foi doado ao fidalgo português Dom Jorge Gomes dos Álamos, reaponsável pelos primórdios da colonização. Segundo Domingos Antonio Raiol, neste povoado, os colonizadores construíram um posto fiscal na beira do rio Guajará-Mirim, para vigiar o trânsito de embarcações que abasteciam Belém. Esta é a origem do nome do Município, outrora chamado de Vila de Nossa Senhora de Nazareth da Vigia, assim elevado o povoado, em 1693.

       

        Em outubro de 1854 Vigia obteve categoria de município. 

    O início da era colonial vigiense contou com a presença mar-cante dos missionários da Companhia de Jesus, que desempenharam relevante atuação na conversão catolicista dos índios e no desenvolvimento das práticas e tradições religiosas, principalmente pela construção de igrejas de grande porte, que ainda hoje compõem o patrimônio arquitetõnico local. Com o advento da Lei Pombalina, os jesuítas foram expulsos do Brasil e de Vigia, que logo foi elevada a Paróquia secular, em 1761.

 

        Entre os principais legados arquitetônicos dos jesuítas, um colégio secular. Nessa época, a localidade já contava com uma casa que fora transformada em templo, em 1732, pelo padre José Lopes, provincial da Companhia de Jesus e com o Colégio Mãe de Deus, construído pelos jesuítas.

         Por ocasião da Revolução da Cabanagem, ocorrida em 1833, na Província do Grão-Pará, o município de Vigia sofreu depredações. Esse movimento foi suprimido em 1836, com a chegada do Major Francisco Sérgio de Oliveira, por ordem do Marechal Soares de Andréa.

         Anos depois, em 1854, Vigia recebeu foros de Cidade.

        O topônimo do município, de origem portuguesa, adveio da criação do posto fiscal da aldeia de "Uruitá" que, por sua vez, significa "pedra de galinhas"

A verdadeira origem do Município de Vigia (Paulo Cordeiro - Historiador)

Pesquisa recente realizada pelo historiador vigiense Paulo Cordeiro, publicada no livro de sua autoria Centenário da Banda Musical União Vigiense, publicado em 2016, mostra através de documento existente na biblioteca da Torre do Tombo (Portugal), que  a fundação da Vigia coube ao fidalgo da Casa Real e cavaleiro processo da Ordem de Cristo, o português Jorge Gomes de Alamo. O Rei D. João IV concedeu uma Doação de Terras de oito léguas, em 10 de outubro de 1652. Com ele vieram vários colonos e aqui fundaram um povoado, denominado de Vigia, provavelmente em alusão a vila de Vigia em Portugal. O fidalgo português abandonou o empreendimento por falta de capital na época do governador do Estado do Maranhão Gomes Freire de Andrade.

Uma folha das oito páginas do documento encontrado na Torre do Tombe.

Localização

Localiza-se na Zona do Salgado. Possui uma área de 533,855 km².

Os habitantes se chamam vigiense .
O município se estende por 539,1 km² e contava com 47 902 habitantes no último censo. A densidade demográfica é de 88,9 habitantes por km² no território do município.
Vizinho dos municípios de Colares, São Caetano de Odivelas e Terra Alta, Vigia se situa a 49 km a Norte-Leste de Santa Izabel do Pará a maior cidade nos arredores.
Situado a 8 metros de altitude, de Vigia as coordenadas geográficas do município Latitude: 0° 51' 47'' SulLongitude: 48° 7' 52'' Oeste.

Para todas as formalidades administrativas, você pode ir à prefeitura de Vigia Pça. Independência, S/N mas você também pode contatar a prefeitura por telefone pelo seguinte número : (91) 3731-1247