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Orgulhosamente Vigiense

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Pesca na cidade da Vigia

Quem vem a Vigia tem que “Tomar o caldo, chupar a cabeça e lamber o sal”. Trecho da marchinha de carnaval do bloco “Gurijubal”, se referindo a caldeirada de gurijuba, peixe tradicionalmente, de maior atrativo na culinária vigiense. De cor acinzentado, a gurijuba é um peixe comum no Norte do Brasil, seu grande valor comercial, está no “grude”, bexiga natatória, o órgão é retirado do peixe logo depois da captura, ainda no barco. Os pescadores retiram dela a gordura e o sangue e pisa em cima para prensá-la, depois é colocado ao sol para secá-lo. E em seguida é exportado para a Europa e Oriente, sendo utilizado em fabricação de remédios, colas de precisão e filtros para cervejarias. A gurijuba tem uma semelhança com o popular bagre de água doce (cabeça grande achatada, barbatanas e um corpo não muito alongado), a espécie pode chegar até 20 Kg. Com diferença que a gurijuba, pode chegar até 30 Kg. Assim como a anchova, o cação, surubim, pescada amarela, arraia, são extraídos da pesca artesanal, principal fonte de renda do município. Outro peixe que se destaca na região é o PACU (piaractus mesopotamicus), pode atingir um (1) metro de comprimento e é encontrado em todo o território brasileiro A comercialização do grude movimenta bastante o comercio vigiense muitos prefere somente negociar o precioso produto. Pois, a floresta Amazônica é uma região que tem uma das mais ricas diversidades do mundo, aqui reside uma grande variedade de seres vivos, animal e vegetal: Só de peixes são 2.500 espécies.

A pesca de mariscos

A pesca do marisco "principalmente camarão" movimenta a economia da pesca na Vigia, é comum encontrar na alta madrugada encontrar geralmente dois pescadores arrastando o pulsar na beira da maré, que é o único horário que a maré está mais calma.

Consertadores de Rede

Para onde você olha em Vigia, encontra um consertador de rede em frente as casas, é fundamental para remendar as malhas de rede danificadas na pescaria, barateando o custo para o proprietário de embarcação, se utilizam de uma agulha específica de remendo.

Estaleiros em Vigia

Estaleiros - Atualmente, o município de Vigia possui quatro estaleiros navais. Dois estão localizados no bairro do Arapiranga, um no Porto Salvo e um no Sol Nascente. Para realizar a pesquisa, Regiane fez a escolha do estaleiro que fica a beira do Igarapé da Rocinha, localizado no Arapiranga. Com 12 anos de atividade, lá é possível encontrar uma pequena oficina instalada no fundo de um quintal, onde se constroi embarcações variadas, como: barcos de pesca, cascos, montarias, além de trabalhar no aumento desses tipos de embarcações.

Pesca de caranguejos nos mangues de Vigia

A captura de caranguejos e siris, também movimenta a economia de Vigia, sendo até levado para outros estados, mais o foco principal é o Mercado de Peixe Ver-o-peso em Belém, no qual o valor do mesmo se eleva e atende a população local.

A antiga pesca de currais


A antiga pesca de curral ainda se faz presente na vida do pescador artesanal vigiense. Uma modalidade de pesca que não exige do pescador uma constância no trabalho e na embarcação. A captura do peixe ocorre na hora da despesca, com a maré baixa.

“O curral é um tipo de armadilha para pegar peixe, usado principalmente nas regiões ribeirinhas e nas praias. Existem vários tipos de curral. O curral de coração era muito usado em nossa região, quando o fluxo de peixe era muito grande e o rendimento aproveitável. É constituído de um deposito ou sala, de um salão ou antessala e de uma espia ou esteira”.
Benedito Monteiro (Vigiense. Professor e exímio pescador artesanal. Fabrica seus próprios utensílios de pesca, inclusive para a pesca de currais)

A construção do curral é feita com estacas (varões do mato, tucumanzeiro, carananzeiro etc). Depois da estrutura montada, no deposito ou sala é colocado o assoalho onde ficará o peixe. Após isso, faz-se a parte de forra do curral com talas de inajá, de abacaba, de taboca e de marajá, vara, rede e finalmente tela de arame. Antigamente, os forros de currais eram feitos de tecido e cipós de vários tipos, como: cipó de titica – o mais resistente, de tracuá e cipó de piririca.

Na atracação do curral, são usada as maleáveis e resistentes varas de murta e geniparana, entre outras. Forrado o curral, experimenta-se a pescaria. Se o bagre for bem capturado, o curral está construído corretamente. Temos também outros tipos de currais, como o “Cachimbo” (para a várzea) e o “enfia” (para praia). Ainda se vê por aqui os currais da Praia do Correio.

Nos meados da década de 1960, os currais assentados no banco de areia enfrente a Ilha Nova (Araqueçaua) causaram inúmeros transtornos a navegação, sendo objeto de denuncias e desativação pela Marinha do Brasil.

Em outras épocas esse tipo de pesca abastecia o público e ainda carregava as embarcações conhecidas como “geleiras”, responsáveis pelo escoamento do pescado para outras cidades e que faziam ponto no boqueirão do furo da Laura, e no estreito entre a Ilha Nova e Região do Tauapará (Colares), em frente aos igarapés do Araqueçaua e Muritinga.

Com a crescente pesca predatória para atender mercados externos, a atividade de curral quase desapareceu do cotidiano da pesca local, restando poucos que se aventuram neste modo de subsistência. Vale lembrar, de alguns bravos curralista, testemunhos da abundância do peixe e da cultura pesqueira vigilenga, e que deixaram seu nome nas memórias de outros vigienses, entre tantos: Aquino Costa, Macário Pereira, Américo Pereira, Lulú Raiol e Osvaldo Silva.

Na obra “Os Currais” (Óleo sobre tela) do artista plástico vigiense Antonio Coutinho, vemos a romântica cena dos currais da “boca da vigia”.

Memória da pesca em Vigia na Costa do Pará

Cultura da pesca local é modificada a partir da modernização das embarcações e do modo de conservação do produto.

Com uma economia ligada à pesca artesanal, Vigia – município do nordeste paraense - representa o centro pesqueiro de maior importância do Pará. A frota de embarcações regionais como as vigilengas, montarias, lanchas e reboques, além de equipamentos utilizados para realizar a pesca, sofreram diversas mudanças com o tempo. A modernização do trabalho de pesca na região e a transformação dos hábitos daquela comunidade provocaram a perda do modelo de embarcações antigas, do modo como se conservava os peixes e da preservação do meio ambiente.

Regiane Monteiro Alves, Bolsista de Iniciação Cientifica PIBIC/MPEG, do curso de Ciências Sociais, da Universidade da Amazônia (Unama), realizou a pesquisa “Entre o tradicional e o moderno: as formas de mudança na pesca artesanal do município de Vigia”. Integrada ao Projeto Populações Tradicionais Haliêuticas - Impactos Antrópicos, Uso e Gestão da Biodiversidade em Comunidades Ribeirinhas e Costeiras da Amazônia Brasileira – RENAS, a estudante elaborou a sua pesquisa com base no seu trabalho de conclusão de curso e Pibic/2008, intitulado “Situações de conflitos na pesca artesanal em Vigia de Nazaré: Uma contribuição aos estudos sobre a área costeira Amazônica”.

Natural de Vigia, a bolsista do PIBIC/Museu Goeldi pretende elaborar um catálogo descritivo sobre aspectos, especificidades e significados das memórias das embarcações no âmbito da atividade haliêutica da frota do município, tendo em vista os saberes de personagens daquela comunidade. Por ter pouca documentação sobre o assunto, sentido pela estudante durante a elaboração do trabalho, o intuito de Regiane é levar, até as escolas locais, o catálogo, incentivando crianças e adolescentes a terem mais conhecimento a respeito de sua cultura e economia.

A bolsista conta que a escolha desse estaleiro foi feita pela história do igarapé e dos conflitos da pesca naquele lugar. ”O Igarapé da Rocinha era um espaço de lazer e de subsistência. Por um longo período, encontrou-se abandonado. A própria população jogava lixo e aterrava o mangue. Ele era um igarapé muito importante já que cortava vários bairros do município. Com a falta de cuidados, houve um estreitamento do igarapé, deixando inclusive de circular embarcações por ali”.

No entanto, a Colônia de pescadores de Vigia se organizou para revitalizar o Igarapé da Rocinha. Foi retirado todo o acúmulo de lixo, fazendo um alargamento do espaço por onde passa a água. “A Colônia de pescadores possui cerca de 2.732 associados de Vigia, tem mais de 1.200 barcos e possui quatro estaleiros no município. Foram eles os responsáveis pela mudança de consciência da população no que diz respeito à preservação do meio ambiente e da importância do igarapé para a própria subsistência dos moradores da região”.

 

Transformações na pesca artesanal

Os diversos modelos e o aumento das embarcações deram espaço a uma nova maneira de fazer a pesca

As mudanças ocorridas no setor pesqueiro se deram a partir da década de 50, quando a procura por produtos vindos do mar teve considerado aumento na comercialização. Segundo Regiane, a pesca de subsistência, sempre utilizada no município, deu espaço a uma nova forma de se fazer a pesca. “Nesse período foi que ocorreram as instalações de indústrias de pesca e fábricas de gelo, mudando a forma de conservação do pescado, antes feita com sal”.

Outras mudanças apontadas por Regiane são sobre os tipos e tamanhos de barco. O aumento das embarcações sugere uma maior capacidade de armazenamento do produto durante a pesca. A bolsista relatou no trabalho sete tipos de embarcação, entre eles os cascos, os reboques e as montarias. “A montaria é pequena, sendo mais utilizada para a pesca artesanal. Pode ser a remo e a vela. Já o reboque é uma embarcação de transporte de passageiros, com a polpa e a proa larga”, explica Regiane.

Ao registrar essas diferenças, a bolsista mostra as especificidades de cada embarcação. “Com o trabalho, eu queria quebrar essa idéia de que barco é tudo igual. Na sede do município, por exemplo, é possível encontrar aproximadamente 1200 barcos, de modelos diversos, a vela e a remo. Então percebo que é importante resgatar essa tradição de Vigia e registrar a memória que o povo daquela comunidade tem sobre as embarcações“.



Pesca em Alto Mar

Barco Veleiro (250 toneladas)
Vigilenga (4 toneladas)

Pesca
Reboque (1 a 2 toneladas)
Lancha (20 toneladas)

Pesca Artesanal
Casco (1 tonelada)
Montaria (1 tonelada)

Atividade Pesqueira
Canoa a vela (1 tonelada)
Canoa a remo (1 tonelada)

Emarcação tipo casco, muito utilizado para pesca artesanal em Vigia.

Tipos de Embarcações encontradas no Município de Vigia

DA VIDA E DA PESCA DA VIGIA
“Manoel Isidoro diz orgulhosamente possuir vinte anos como calafate. Está de cócoras junto ao braseiro e mexe, de quando em quando, um líquido escuro e denso, dentro da lata. E explica que o liquido é uma mistura preparada para calafetagem, contendo óleo de linhaça, zarcão, pez, verniz ou breu.”

Aqui uma imagem de 1910 das "VIGILENGAS" no Rio Guajara-Miri, esse tipo de embarcação que  dominava o cenário da pesca naquela época.

Peixes encontrados em Vigia

Gurijuba

Gurijuba

 

Peixe da região amazônica de coloração pardo-acinzentado, com cabeça grande e achatada; pode alcançar até 30 Kg. Sua carne é comercializada , principalmente no estado do Amapá, e o peixe mais apreciado por quem visita Vigia. A gurijuba pode ser encontrado em qualquer rio da região amazônica.

 

 

 

A pescada-amarela (Cynoscion acoupa) é uma espécie de peixe pescada. Tais animais chegam a medir até 1,30 m de comprimento, possuindo o corpo alongado, prateado no dorso, amarelado no ventre e nadadeiras claras. Também são conhecidos pelos nomes de calafetão, cambucu, cupa, guatupuca, pescada-cascuda, pescada-de-escama, pescada-dourada, pescada-ticupá, pescada-verdadeira, tacupapirema, ticoá, ticupá e tucupapirema.

 

 

Na Bacia Amazônica não existem essas espécies. Neste local, o nome “dourado”, ou mais apropriadamente “dourada” é dado para outro peixe, de couro, que recebe o nome científico de Branchyplatystoma flavicans, pertencente à família Pimelodidae.

O dourado apresenta dimorfismo sexual, ou seja, as fêmeas são maiores do que os machos e estes apresentem espinhos na nadadeira anal que não são observados nas fêmeas.

Ao passo que vai ficando adulto, sua coloração muda para amarelo-dourado, apresentando reflexos avermelhados com uma mancha na cauda e estrias escuras nas escamas. Já na região inferior do corpo, a coloração clareia de forma gradativa, com caudas e barbatanas apresentando a coloração avermelhada.

São animais carnívoros e canibais. Sua dieta é constituída basicamente de pequenos peixes, como tuviras, lambaris e piaus, que são encontrados nas corredeiras e nas bocas de lagoas, especialmente durante a vazante, pois os peixes migram para o canal principal.

Pescada-amarela

Pescada-amarela

Dourada

Piramutaba

Bacu

Pratiqueira

Mandií

Cação

Tainha

Pesca Industrial na Cidade da Vigia

No município de Vigia de Nazaré, a pesca tem uma estrutura bipolar,com predominância, em termos quantitativos, do setor artesanal, o qual é responsável pelo maior volume de produção  e de ocupações. É importante destacar que nesse segmento existe um predomínio da informalidade:

aproximadamente 80% do total das ocupações e dos estabelecimentosligados à pesca estão enquadrados nesse tipo de relação econômica.

setor artesanalé pouco dinâmico e contribui infimamente para o desenvolvimento da José Nazareno Araújo dos Santos / Ana Paula Vidal Bastos

atividade pesqueira, que depende do desempenho do setor industrial ali estabelecido. De fato, o setor industrial pesqueiro vigiense é o mais dinâmico em seu segmento, em âmbito tanto local quanto estadual e até regional. Graças às práticas inovadoras adotadas, o setor industrial pesqueiro imprime um novo ritmo de desenvolvimento ao local.

O setor industrial pesqueiro é também responsável praticamente pela totalidade da indústria no município, assim como responde por uma parte significativa dos empregos formais locais (em 2006 foram registrados 545 empregos na indústria de pesca, o que corresponde a 30,1% do total de empregos formais do município). Por isso, Vigia de Nazaré é o município paraense mais especializado na atividade pesqueira nos últimos anos (ver Tabela 1).

Tabela 1: Participação do emprego formal da indústria pesqueira vigiensenos demais setores da economia (2000/2006).

Fonte: BRASIL, 2008.

A posição de Vigia de Nazaré deve-se ao grau de formalidade que existe no setor industrial pesqueiro, tanto localmente quanto em relação ao restante do Estado. É realmente considerável a participação dos empregos gerados formalmente pela indústria de pesca no âmbito tantolocal, quanto estadual. Analisando especificamente o estoque de empregos da indústria local, constata-se que, na série analisada, um crescimento continuado. Isso corrobora a situação do setor pesqueiro industrial vigiense, o qual tem apresentado desempenho progressivo no mercado de seu segmento (SANTOS; CRUZ, 2006), ao mesmo tempo que promove mudanças nunca observadas até então na estrutura institucional.

O total de empregos formais do município também tem registrado crescimento. Nos últimos três biênios, houve uma elevação, mas o maior índice (29,85%) foi registrado no biênio 2004/2005, período em que o setor industrial local sofreu maior dinamização.

Como se busca analisar os efeitos causados formalmente na economia vigiense, optou-se por pesquisar as empresas que se encontram formalmente estabelecidas e que também processam o peixe, transformando-o em produto final. No caso específico do município de Vigia de Nazaré, duas empresas preenchiam essas condições; por isso, foram as únicas consideradas por este estudo.

Inovação e mudanças na realidade amazônica: o casoda pesca no município paraense de Vigia de Nazaré.

2006, o crescimento foi da ordem de 7%, praticamente todo gerado pelo setor industrial. Houve um maior dinamismo econômico, e a nova postura da indústria pesqueira produziu resultados positivos na economia vigiense.

No âmbito do Estado, considerando-se isoladamente o setor industrial da pesca, Vigia de Nazaré responde por elevada parte dos empregos formais. Em 2004, por exemplo, respondeu por nada menos que 45,59% do total do Pará (ver Tabela 2).

Tabela 2: Participação da indústria da pesca vigiense no emprego formal do setor no Estado do Pará (2000/2006).

Fonte: BRASIL, 2008.

Em 2006, houve uma queda relativa na participação do emprego formal da pesca industrial de Vigia de Nazaré em relação ao total do Estado, fato que pode ser resultado das ações governamentais, principalmente das ações federais, que aumentaram o número de empregos da pesca industrial no Pará – o índice de crescimento foi da ordem de 20%.

Constata-se, entretanto, que, no Estado como um todo, o setor apresenta um baixo nível de empregos formais quando comparado a outros setores da economia, o que decorre principalmente do baixo dinamismo de grande parte das empresas que o compõem.

Além de sua capacidade de agregar grande parte dos postos de trabalho, a pesca industrial de Vigia de Nazaré assume um papel de destaque no cenário regional e estadual graças à postura adotada a partir de 1998, quando o setor apostou na inovação para alcançar um novo estágio e status em seu segmento. O grau de desenvolvimento alcançado desde então é promissor e idiossincrático, o que torna o município o centro de atenção de políticas voltadas para o desenvolvimento sustentado da pesca, ao mesmo tempo que se forma no espaço local uma nova estrutura institucional que busca criar um ambiente favorável à extensão de externalidades positivas geradas por esse novo momento da pesca industrial vigiense.

O desempenho apresentado pelo setor tem induzido a formação de um arranjo institucional robusto em sua composição e, pelo menos em termos de propostas, e a adoção de políticas que dão impulso e sustentação à atividade no município, proporcionando-lhe uma nova configuração (ver Figura 1).

José Nazareno Araújo dos Santos / Ana Paula Vidal Bastos

Figura 1: Configuração do APL(i) Pesca do município de Vigia de Nazaré (PA).

Fonte: Santos, 2007.

A postura do setor industrial pesqueiro vigiense e os efeitos causados retrospectivamente e prospectivamente (HIRSCHMAN, 1985) – embora os últimos ainda sejam modestos localmente – provocaram a formação de um novo arranjo institucional capaz de atender as necessidades surgidas com as mudanças técnicas implementadas. Assim, desde 2004, o município vive um momento muito particular, porque o poder público local criou uma secretaria específica (Secretaria de Pesca e Agricultura (SEPESCA) a fim de dar suporte ao setor como um todo; em 2005 e 2006, o Governo Federal (SEBRAE e SEAP) e o Estadual (SAGRI, SEDUC e Banco do Cidadão) instalaram unidades institucionais no local, ao mesmo tempo que passaram a implementar políticas públicas específicas, destinadas a estender as externalidades positivas geradas localmente aos demais agentes econômicos diretamente ligados à atividade.

É importante destacar que esse estágio alcançado pela pesca industrial é fruto também da capacidade dos empresários instalados no município de Vigia de Nazaré, que seguem as lições inovadoras de Schumpeter na condução do processo de desenvolvimen to do setor.

Existe localmente uma empresa que inova rotineirame nte e assume a liderança na pesca, diferenciando-se de todas as outras estabelecidas no arranjo e fora dele, no Estado e na região.

Inovação e mudanças na realidade amazônica: o caso da pesca no município paraense de Vigia de Nazaré.

Conforme é mostrado no quadro abaixo, inovações são feitas com freqüência, no que diz respeito ao produto e ao processo, na esfera comercial e na esfera organizacional. Isso reforça a posição assumida pelo município de Vigia de Nazaré como foco de aten

ção das instituições responsáveis pelas políticas públicas para a pesca.

Destacam-se, particularmente, as inovações referentes a produtos, os quais, embora possam existir em algum outro local (externo à região Norte), são cruciaise projetam o setor para um novo estágio de desenvolvimento, ao mesmo tempo que reduzem a pressão sobre o meio ambiente, promovendo um desenvolvimento sustentável e sustentado da atividade.

Grandes Empresas do Setor Pesqueiro em Vigia

Ecomar Indústria de Pesca

Historia

O Grupo Ecomar iniciou suas atividades em 1982, está localizado na Vigia, nordeste paraense, município de tradição pesqueira. O trabalho da Ecomar é transformar o pescado em um produto pronto para o consumidor no Brasil, na América do Norte e na Europa. Um ponto forte para esta indústria é a tecnologia aliada à qualidade na transformação. Todos os detalhes, da higiene à logística de transporte - que em 24 horas coloca peixe fresco paraense à disposição de consumidores de outros países.


 

Responsabilidade Ambiental

 

A Ecomar desenvolveu uma linha de produtos alimentares de alto valor nutritivo com o aproveitamento da fauna acompanhante, espécies capturadas durante a pesca que não possuem valor comercial, mas que sem destinação correta representam alto impacto no ambiente.

Essa linha, batizada de “Medalhões de Peixe“, é produzida em escala industrial, sendo vencedora do Prêmio Finep de Inovação Tecnológica/2003- região norte, na categoria produto. Os Medalhões de Peixe foram lançados durante a VI Feira da Indústria do Pará, em maio de 2002.

Responsabilidade Social 

A Ecomar está empenhada em promover o bem-estar de seus clientes, colaboradores, e das comunidades onde está presente. Para isso, é guiada pelos seus Valores Fundamentais que são espírito empreendedor e trabalho em equipe. 

A gestão empresarial bem sucedida da Ecomar é atribuída pelo seu presidente a conduta nos negócios com integridade, sinceridade e confiança. 

A Ecomar valoriza ações de responsabilidade social, oferecendo cursos e treinamentos de qualificação de mão-de-obra para funcionários e para a comunidade local. A empresa mantém o Programa de Distribuição de Alimentos, com a entrega de pescado para cerca de 50 comunidades carentes de Vigia, beneficiando cerca de 8 mil pessoas.

Consultório Médico

 

 

 


Consultório Odontológico

 

Conheça a infra estrutura da Ecomar no link Infra-estrutura além de outras ações voltadas paras a comunidade local com projetos nas áreas de educação, saúde, meio ambiente e cultura, de modo a promover o desenvolvimento no âmbito da família, da comunidade e da sociedade em geral.

Infra-Estrutura

           

Anexo a Fábrica de processamento dos pescados,  esta localizado um complexo de Infra-estrutura de apoio à produção. Esse complexo dá sustentabilidade ao novo modelo de governança corporativa adotado pela Ecomar  que busca assegurar o crescimento e a perenidade dos negócios. A Ecomar concilia o aumento da sua produção com o bem estar  da sua base de colaboradores.

Vipesca

Vigelo

Marcelo Braga exportação de Pescados

Casa do Gelo (antiga Casa do Camarão)