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Orgulhosamente Vigiense

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Conta a lenda, que à noite, um assobio agudo perturba o sono das pessoas e assusta as crianças, ocasião em que o dono da casa deve prometer tabaco ou fumo.A Matinta Pereraé uma ave de vida misteriosa e cujo assobio nunca se sabe de onde vem. Dizem que ela é o Saci Pererê em uma de suas formas. Também assume a forma de uma velha vestida de preto, com o rosto parcialmente coberto. Prefere sair nas noites escuras, sem lua. Quando vê alguma pessoa sozinha, ela dá um assobio ou grito estridente, cujo som lembra a palavra: “Matinta Perêra…”

Para os índios Tupinambás esta ave, era a mensageira das coisas do outro mundo, e que trazia notícias dos parentes mortos. Era chamada de Matintaperera.

Para se descobrir quem é a Matinta Pereira, a pessoa ao ouvir o seu grito ou assobio deve convidá-la para vir à sua casa pela manhã para tomar café.

No dia seguinte, a primeira pessoa que chegar pedindo café ou fumo é a Matinta Pereira. Acredita-se que ela possua poderes sobrenaturais e que seus feitiços possam causar dores ou doenças nas pessoas.

Em alguns lugares, se apresenta como um velho, a cabeça amarrada com um pano ou lenço, como se fosse uma pessoa doente, indo de porta em porta, também a pedir tabaco.

Um ponto em comum em todas as versões encontradas, é que se trata de um indivíduo nômade, que anda a gritar, ou com seu assobio de pássaro, ou a tocar uma flauta, sempre a pedir tabaco. No Tupi encontramos Mata como significado de coisa grande, e mati para coisa pequena. No nosso caso da Matinta-Pereira, o mati significa um ente misterioso, nem ave, nem quadrúpede, nem serpente, mas tendo de todos estes alguma coisa. Mora nas ruínas, junto com onças, corujas e cobras.

Há na região Norte, sociedades secretas femininas chamadas de Tapereiras, que o povo chama de Mati-taperereiras. Às vezes usam do medo que provocam na população para obterem vantagens. Conta-se que garotos de 10 a 14 anos, como serventes e nas noites sem luar, saem a gritar imitanto a Matinta-pereira. O povo assustado fecha as portas e janelas, e todos se calam para não atrair o “demônio” para suas casas.

Nos dias seguintes a essa noite, todos sabem que durante o dia chegará às suas portas uma velha a pedir tabaco. Nesse caso é melhor dar, ou charutos, e mais alguma coisa para comer. Insatisfeita tentará entrar na casa; Satisfeita ela irá embora sem causar mal algum.

A velha é uma pessoa do lugar que carregaria a maldição de “virar” Matinta Perera, ou seja, à noite transformar-se neste ser indescritível que assombra as pessoas. A Matinta Perera pode ser de dois tipos: com asa e sem asa. A que tem asa pode transformar-se em pássaro e voar nas cercanias do lugar onde mora. A que não tem, anda sempre com um pássaro, considerado agourento, e identificado como sendo “rasga-mortalha”. Dizem que a Matinta, quando está para morrer, pergunta: “Quem quer? Quem quer?” Se alguém responder “eu quero”, pensando em se tratar de alguma herança de dinheiro ou jóias, recebe na verdade a sina de “virar” Matinta Perera.

A lenda da Matinta Pereira

A lenda do Fogo Fátuo 

Lenda da Cobra Grande em Vigia (Boiuna)

Boiúna ou Buiona seria uma cobra gigantesca que vive no fundo dos rios, lagos e igarapés. Tem um corpo tão brilhante que é capaz de refletir o luar.

 

Os olhos irradiam uma luz poderosa que atrai os pescadores que se aproximam pensando se tratar de um barco grande. Quando se aproximam viram alimento da boiúna. Quando fica velha, a cobra vem para a terra. 

 

O mito da boiúna fala de uma descomunal serpente que vive no fundo de gdes lagos, rios e igarapés, num lugar chamado "boiaçuquara" ou "morada da cobra grande". Seu corpo lustroso, refletindo a luz do luar, e seus olhos, que brilham no escuro como archotes, iludem os pescadores incautos, que, pensando tratar-se de um navio aproximam-se e são devorados. Quando atinge a velhice, passa a viver em terra, onde é auxiliado pela Centopéia na obtenção de alimento, pois sua locomoção em terra é difícil e desajeitada.

  

Transforma-se em mais disparatadas figuras; navios, vapores, canoas... engole pessoas. Tal é o rebojo e cachoeiras que faz, quando atravessa o rio, e o ruído produzido, que tanto recorda o efeito da hélice de um vapor. Os olhos quando fora d'água semelham-se a dois grandes archotes, a desnortear até o navegante". Faz parte do ciclo mítico de "como surgiu a noite", segundo a qual a Grande Cobra casa a filha e manda-lhe a noite presa dentro de um caroço de tucumã. Os portadores, curiosos, abrem o caroço, libertam a noite e são punidos. Segundo os mais antigos um pescador conseguiu cegar ela do lado esquerdo e que alguns moradores já tinham visto ela na torre direita da Matriz de Vigia, no lendário sumidouro.

Lenda do menino que bateu na mãe com a vassoura e virou pedra

A lenda de um menino que virou pedra e
ficou com as mãos negras, por ter batido na própria mãe com uma
vassoura, e que sua estátua teria ficado guardada em algum lugar
secreto da igreja matriz. Algumas pessoas alegam já tê-la visto,
apesar de contestadas.
Esta velha lenda, convivida tanto na Vigia como em outras
cidades, há tempos, é usada como referência na formação
educacional cabocla. Se um filho ou filha, por exemplo, se
comporta mal, a mãe ou o pai repreende ameaçadoramente,
dizendo que a criança deve obedecer aos pais, senão poderá virar
pedra, como o “menino da vassoura”.

Procissão das Almas em Vigia

Alguns antigos de Vigia, contam que já avistaram a procissão das almas pelas ruas de Vigia, quando na madrugada escutavam passos e sussurros de vozes rezando e pela fresta da porta avistavam uma procissão de pessoas todas de branco, ao passar próximo as casas arrepiavam-se os pelos do corpo. 

A Galinha Gigante e seus pintinhos

Muitos vigienses já passaram por esta situação na madrugada, ao passar pela rua, desconfiam que tem alguém lhe seguindo, mas ao olhar para trás se deparam com uma galinha gigante com seus filhotes que vai crescendo a cada passo que a pessoa dá, arrepiando todo o seu corpo, ao olhar novamente para trás a mesma e seus filhotes somem. 


Em Vigia de Nazaré, reconhecida como uma das mais antigas comunidades da Amazônia brasileira, colonizada por portugueses, principalmente a partir de 1616, a muitos se conta que no subterrâneo do centro histórico existe antigos túneis interligados, pontos estratégicos envolvendo igrejas, outras construções e o principal rio.

Segundo a teoria popular local, essas vias no subsolo teriam sidas construídas discretamente pelos missionários jesuítas, no século XVIII, servindo hipoteticamente de rota secreta de segurança, para locomoção e no caso de fugas, sendo que a entrada para a suposta ramificação de tuneis poderia parti da base do campanário da igreja Mão de Deus, a matriz, associando-se a lenda do “sumidouro”, que consiste em um profundo poço outrora existente sob as torres dos sinos, que algumas pessoas alegam tratar-se simplesmente de um a artifício da engenharia dos construtores do referido templo, intencionando proporcionar qualidade acústica às campanas. Outras acreditam, convictamente, ser um canal de ligação ou com a Igreja de Pedra , ou com poço feito por jesuítas na Rua das Flores, ou com o rio Guajará Miri; e ainda há a versão mítica de que nesse buraco avia a Boiúna, a lendária cobra grande.

Na cidade, também há quem diga que o buraco jamais existiu, uma vez que, atualmente pode-se acessar o interior da base das duas torres da matriz através de suas respectivas passagem, abertas na parede em 1992, e constatar que o chão de terra batida daqueles compartimentos se nivela com o piso de terracota dos corredores nas extremidades laterais do prédio.
Porem, relatos de outros justificam o contrario: O ex-sacristão Manuel de Deus Goulart, 65 anos, por exemplo, afirma que o buraco foi aterrado nos primeiros anos da década de 1990, mais, anteriormente ao aterramento o próprio viveu a experiência de ter descido as fundações do campanário, através de uma corda, munido de equipamento de iluminação, acompanhados de dois homens. Segundo ele, no fundo da torre dos sinos, onde havia grande quantidade de morcegos, existia de fato um buraco, que avançava alguns metros abaixo da superfície. Não havia portanto, concentração de água, como era visível no fundo da outra torre. A iluminação permitia avistar em uma das paredes uma passagem, precedida de três degraus decrescentes...

“A entrada do túnel apontava para a direção da Igreja de Pedra, passando por baixo das casas que ficam do lado direito da Rua de Nazaré, nesse sentido.”. “O túnel era largo e alto o bastante para uma pessoa ficar de pé. As paredes eram rebocadas”(..) “ Infelizmente, a insuficiência de oxigênio não ofereceu condição de entrarmos no túnel. Alem do mais, a lâmpada falhou... Tentamos de novo, mas não foi possível...”

Manuel Goulard foi sacristão da igreja Madre de Deus nos anos de 1991 e 1992. Como muitos, lamenta o fechamento do buraco chamado popularmente de sumidouro, acreditando que o mesmo tinha a função de caixa de resonância para os sinos. Alem de relatos como estes e de todos a conjecturas do imaginário popular, criadas em torno de que se conta a respeito de possíveis galerias nos subterrâneos da Vigia, ainda se fala sobre a existência de uma câmara oculta, intocada...

Diz a lenda, que nos alicerces de uma igreja jesuítica vigiense há uma sala secreta que guarda antigas e valiosas relíquias. O tesouro teria sido propriedade dos missionários da Companhia de Jesus, atuantes no território desta cidade, que até o ano de 1854 era denominado de freguesia de Nossa senhora de Nazareth da Vigia, onde foram instaladas algumas das principais missões da Ordem na região.

#Retrografia_Vigilenga
Fonte: A Sala Secreta da Mãe de Deus (Wilkler Almeida, 2007)

A lenda do  Sumidouro

É um impressionante fenômeno que costuma ocorrer em cemitérios ou pântanos. De tempos em tempos, surgem misteriosas chamas azuladas, que aparecem por alguns segundos na superfície e logo depois somem sem deixar vestígios. “Ocorre uma pequena explosão e a chama azulada vem acompanhada de um estrondo que assusta quem está por perto”. O fenômeno alimenta lendas de fantasmas, assombrações e almas penadas. No Brasil, ele deu origem a um dos primeiros mitos indígenas de que se tem notícia: o boitatá, a enorme serpente de fogo que mata quem destrói as florestas.

fogo-fátuo chegou a ser descrito, ainda em 1560, pelo jesuíta português José de Anchieta: “Junto do mar e dos rios, não se vê outra coisa senão o boitatá, o facho cintilante de fogo que rapidamente acomete os índios e mata-os.”

A lenda do Pé de Pilão

A aparição de um homem carregando nas costas outro homem morto e entrando na porta lateral da Igreja Matriz de Vigia era frequente pelos moradores, sempre avistavam de longe um homem sem camisa e com uma calça toda velha, molhado e carregando um homem sobre seus ombros, nas pernas uma corrente com uma boa de aço, como se fosse um antigo escravo, ao passar próximo as casas dava a impressão da batida seca de um pilão, daí o nome da lenda.