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Círio de Vigia o mais antigo culto a Nossa Senhora do Pará

O Círio de Vigia é considerado o mais antigo do Pará. Ocorre há mais de 300 anos, sempre no segundo domingo do mês de setembro. A festividade possui os mesmos símbolos da procissão que acontece em Belém, tal como carros, berlinda, fogos de artifício e corda.

 

Círio de Nazaré de Vigia - Anterior ao Círio de Belém, a devoção a N.ª S.ª chegou à Vigia, vinda de Portugal, no século XVIII. O documento mais importante, citado pelo Pe. Serafim Leite (historiador da Companhia de Jesus), é a declaração do Pe. José Ferreira, também Jesuíta, que, em 1697, visitou na Vigia, de passagem, a milagrosa imagem de N.ª S.ª de Nazaré. Registrou o Pe. "que de todas as partes se frequenta de romeiros que vão lá fazer suas romarias e novenas". Com certeza, a devoção à Santa chegou à Vigia antes mesmo dos Jesuítas e, certamente, isto aconteceu no início de sua colonização através de Dom Jorge Gomes d' Alamo (1616-1653), procedente da província de Algarve (Portugal), onde já se cultuava a Virgem de Nazaré. Vigia ganhava uma igreja de romeiros, a atual matriz. Traços típicos: pescadores molhados, a "Vigilenga Juventude", o anjo do Brasil. É a maior concentração popular de Vigia. O Círio é realizado no 2º domingo de setembro.


Capela do Senhor dos Passos - Igreja de Pedras - Datada do século XVIII, o templo construido pelos Jesuítas é conhecido, atualmente, como Igreja do Bom Jesus, porque lhe gardava a imagem, deixada pelos frades Carmelitas, que também se instalaram na Vigia, em 1734. Introduziram este culto, incluindo a procissão do encontro, na sexta-feira santa, até hoje preservada. Em 1759, os padres foram expulsos de Portugal e das províncias do Brasil. Nessa época foi transferida para a Madre de Deus a imagem do Bom Jesus, para para que a Igreja de Pedras fosse concluída, mas essa ficou inacabada e abandonada, sofrendo demolições e transformações. Na década de 30, um intendente local mandou demolir o que restava das paredes laterais e, com as pedras, mandou construir o cais de arrimo da cidade. A Igreja revela estrutura de pedras lavradas, peças de mármore e imagens antigas. Utilizado para exposições.

Vila de Porto Salvo - As vilas de pescadores também são uma atração a parte. A Vila de Porto Salvo, por exemplo, é a mais antiga vila do município da Vigia. A povoação teve origem com os jesuítas, que fundaram o local com a finalidade de desenvolver a agricultura, outro importante setor econômico de Vigia. A vila fica em um porto de água salgada, embora o acesso mais usado seja por uma estrada que nasce na Vila de Santa Rosa. É de Porto Salvo uma das mais antigas bandas de música do município, a "25 de Dezembro". Lá também está um grande estaleiro de construção de barcos, gerador de emprego e de divisas para a região.

São 15 dias de festejo. E quando se fala em festa, não se quer dizer apenas celebração religiosa. Durante toda a semana, carros de som e faixas anunciavam extensas programações festeiras. Pelo menos cinco aparelhagens de som de Belém tem agenda fechada no município, principalmente para a noite de véspera da procissão. A cidade, certamente, não dorme.

programação religiosa propriamente dita começa com o encerramento das peregrinações. Na sexta à noite é feita a romaria rodoviária, que leva a imagem do centro de Vigia até a vila de Itapuá. No dia seguinte, às 9 da manhã é feita a romaria fluvial, com a imagem de volta à cidade. Na chegada é a vez da romaria dos motociclistas. A trasladação ocorre após a missa de 18 horas na Igreja Matriz, de onde a imagem é levada até a Igreja de São Sebastião, no bairro do Arapiranga.

Igreja da Madre de Deus

 

Em 28 de fevereiro de 1733, o padre provincial da Companhia de Jesus, José Lopes, superior do Colégio da Mãe de Deus, com despacho do Senado da Câmara da Vila da Vigia de Nazaré, iniciou a edificação da Igreja da Madre de Deus. A expansão e ocupação territorial implementada por Portugal, em parceria com a Companhia de Jesus e as formas de representação do catolicismo popular incorporado ao culto à Virgem de Nazaré, ligam a Madre de Deus com a História da Humanidade. O templo construído em estilo barroco, com elevados campanários, com varandas sustentadas por colunas, salões, sacristia adornada de painéis com rico altar e retábulos dourados, perpetuaria a memória da Companhia de Jesus na Vigia de Nazaré. Por volta de 1930, o Padre Alcides Paranhos e o prefeito da cidade resolveram demolir parte do prédio, usando as pedras retiradas para a construção da primeira usina de luz de Vigia. Com a demolição foram encontrados esqueletos humanos entre as pedras, o que comprovou uma antiga lenda local de que algumas pessoas condenadas pelas Ordenações do rei de Portugal foram empaladas nas paredes da Igreja. A Igreja da Mãe de Deus, dedicada a Nossa Senhora de Nazaré, é a única no norte do Brasil, munida de 22 colunas laterais de origem toscana. O templo apresenta alvenaria de pedra, estrutura do telhado em madeira de lei, cobertura com telha de barro, frontispício formado por um corpo central e duas torres com campanários compostos por três janelões sineiros de arco de meio ponto, encimadas por cornijas em que se destacam elementos decorativos. Em sua parte interna, há peças em ouro e prata, crucifixos e imagens originais de Rocca. O forro da sacristia é todo ornado com belíssimas pinturas. O corpo central é marcado pelo frontão que é composto de volutas simétricas. É considerada Patrimônio da Cultura Nacional, tendo sido tombada com a denominação de Igreja de Nossa Senhora da Madre de Deus, em 14 de dezembro de 1954, inscrita no Livro de Belas Artes, folha 80, número 424.

 

 

 

Procissões que antecedem o Círio de Vigia

Procissão Fluvial

Moto Romaria

Trasladação

Símbolos do Círio de Vigia

Manto de Nossa Senhora de Nazaré

Segundo a lenda da Virgem de Nazaré, por a imagem ser em estilo roca, ela já estava com um manto no momento em que foi trazida a Vigia. A tradição foi mantida e, ao longo dos anos, ela foi ganhando vários outros. A imagem autêntica recebeu um manto bordado a ouro e pedras preciosas, além de receber a Coroa Pontifícia. Daí em diante, vários católicos e estilistas passaram a confeccionar o manto.

Cartazes do Círio

A cada ano, os cartazes do Círio são produzidos para distribuição à população, que tem por hábito afixar nas portas de suas casas, como uma homenagem daquele lar à padroeira.

Arcos do Círio

Quando foi feito o primeiro arco de Nazaré que ficava entre a Casa Paroquial e a Igreja Matriz o intuito era de ornamentar com um arco enfeitado a entrada da passagem da Santa, anos depois se ganhou mais dois arcos que ficam no Trapiche Municipal e na Av Barão de Guajará esquina da antiga Suburbana.

Carro do Boi

puxado por um boi ou búfalo, segue á frente do cortejo, conduzindo um fogueteiro que de quarteirão em quarteirão acende um foguete como anúncio de que a imagem se aproxima

Anjo do Brasil

O jovem ou menina vestida de túnica verde e amarela, levando a Bandeira Nacional. Homenageando segundo opinião do Jornalista Nélio Palheta, a instalação da República.

Carro dos Anjos

O carro dos anjos é repleta de crianças que cumprem as promessas de suas mães sempre com as vestes de anjos, representando os querubins que rodeiam Nossa Senhora de Nazaré.

Carro das Promessas

Carreta que recolhe os ex-votos dos promesseiros. Representa o milagre acontecido em 1181, com o nobre português, D. Fuás Roupinho, dando origem á devoção á Virgem de Nazaré.

Bandas de Música

As Banda de Vigia não poderiam estar de fora do Círio as cinco bandas também participam de apresentações durante os festejos de Nazaré.

A Corda

Cujo objetivo era facilitar a passagem da berlinda que conduzia a imagem de Nossa Senhora de Nazaré em lugares de difícil acesso (os atoleiros). A corda tem 400 metros de comprimentos duas polegadas de diâmetro em titãn torcida de sisal. Hoje a função e o objetivo da corda são de pagamento de promessas das pessoas que a conduzem.

A Berlinda

A berlinda começou a fazer parte do Círio, em substituição ao andor que era carregado por homens da cidade. Mandou-se fazer uma berlinda que levasse a imagem sozinha. Hoje a berlinda que carrega a imagem da Virgem de Nazaré na procissão do Círio tem estilo barroco e é esculpida em cedro vermelho. Ornamentada com flores naturais na véspera do Círio, a Berlinda é colocada sobre um carro com pneus, que na procissão é puxado pelos Guarda de Nazaré.

Promesseiros

Eles são uma das imagens mais emocionantes da Festa da Rainha da Amazônia. Além dos que vivem em Vigia, chegam promesseiros do interior. Muitos seguem a romaria descalços; outros vestem seus filhos de anjos, puxam a corda, distribuem água, carregam objetos de cera que representam curas alcançadas. Também é comum ver os fiéis carregando pequenas casas na cabeça e cruzes de madeira. Uma curiosidade é ver muitos molhados representando o naufrágio em alto mar.  O sacrifício às vezes supera os limites da dor e alguns fiéis seguem de joelhos toda a procissão.

Carro dos Marujos

O carro dos marujos sempre trazendo crianças vestidas de marujinhos, representa o milagre de Nossa Senhora que salvou os marujos do naufrágio e intercederam a Virgem

Grupos religiosos e estudantes

Uma das mais antigas entidades religiosas de Vigia o Sagrado Coração de Jesus também são presença garantida no Círio sempre formado por senhoras que tem a vida voltada aos ensinamentos católicos.

Arraial de Nazaré

O arraial de Nazaré tem sua festividade ao longo de quinze dias, ao lado da Matriz fica um palco onde tem apresentação de cantores locais e nacionais finalizando com o re-círio.

Círio das Crianças

O Círio das Crianças ocorre em Vigia, no terceiro domingo de Setembro, tem como seus participantes todas as Localidades do Município de Vigia, que lotam as ruas, tem os mesmos símbolos do Círio dos adultos, adatando sempre para que os pequenos vigienses brilhem, é uma das mais lindas romarias da cidade histórica.