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Orgulhosamente Vigiense

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Hino da Vigia (Pará)

HINO DA VIGIA

(Letra: José Ildone Favacho Soeiro)

Vejo o sol brilhar no teu destino,

Iluminando a história do Pará.

No civismo, na crença, nas artes,

Outra rival não te suplantará.

I

Ó Vigia, vigilenga de herois,

Dom secular do Guajará-miri,

És a herança de cultura e fé

Que os jesuítas plantaram aqui.

II

Um filho teu, para o nosso Brasil,

Trouxe de longe, o ouro do café.

E do oriente, nós todos herdamos

A tradição já nascida em Nazaré.

III

Se a cabanagem à vila feriu,

A gratidão platina te ergueria,

E a inteligência, triunfante na vida,

A nossa Atenas do Pará consagraria.

IV

Tu és, Vigia, guardiã do norte,

Um município – de outros, matriz

E novo lar para tantos que chegam.

Possuis amor e progresso. És feliz.

Bandeira da Vigia

Significado da Bandeira da Vigia

Brasão da Vigia

Símbolos de Vigia

Hino da Vigia  - Banda Izidoro de Castro

No ano de 1964, quando eu era Secretário Municipal, depois de cuidadosa pesquisa sobre a história da Vigia, concluímos vários modelos de bandeira, levei esse material rascunhado em papel A4, à Prefeitura (prédio antigo) e mostrei aos meus companheiros de trabalho: Elói Vera Leal (Tio Elói), João Moraes Cordeiro, João Tibiriça Patoja (Tibi), Sebastião Nery Gomes (Nerito). Pedi a eles que escolhessem um modelo. Presente ao ato, um vereador, se não me engano, o irmão do Nerito (Antônio Silvestre Cordeiro Gomes - Didizinho) pedi para opnar garantindo que defenderia o modelo na Câmara. Examinamos e reexaminamos os desenhos, a maioria decidiu por aquela que vou descrever a seguir a mesma aprovada pela Câmara Municipal.No ano de 1964, quando eu era Secretário Municipal, depois de cuidadosa pesquisa sore a história da Vigia, concluímos vários modelos de bandeira, levei esse material rascunhado em papel A4, à Prefeitura (prédio antigo) e mostrei aos meus companheiros de trabalho: Elói Vera Leal (Tio Elói), João Moraes Cordeiro, João Tibiriça Pantoja (Tibi), Sebastião Nery Gomes (Nerito). Pedi a eles que escolhessem um modelo. Presente ao ato, um vereador, se não me engano, o irmão do Nerito (Antônio Silvestre Cordeiro Gomes - Didizinho) pedi para opnar garantindo que defenderia o modelo na Câmara. Examinamos e reexaminamos os desenhos, a maioria decidiu por aquela que vou descrever a seguir a mesma aprovada pela Câmara Municipal.

Comentários sobre nossa Bandeira, por José Ildone Favacho Soeiro

A Bandeira do Município da Vigia de Nazaré é retangular, de fundo vermelho, tendo ao centro um losango branco, centralizado pelo escudo, que contém os símbolos seguintes:

1 – Cocar, arco e flecha cruzados (no alto);

2 – Duas ramagens de café, lateralmente;

3 – Faixa com a identificação do município (VIGIA), tendo, nas extremidades, duas datas: 1613 e 1693 (em baixo);

4 – Sobre as águas do rio Guajará-Mirim, que banha a cidade, gaivotas e uma vigilenga (vela e bujarrona abertas); sobre o mastaréu, logo abaixo das bandeirolas, um livro aberto (centro).

  1. O vermelho: a coragem do pescador vigiense desbravando o Oceano; o árduo desempenho em reconstruir a vila, após a destruição da Cabanagem (1835); a disposição para executar grandes construções, como a Igreja Matriz, e para dedicar-se ao trabalho cotidiano.

  2. O branco: a grandeza das águas amazônicas, em especial a beleza dos nossos igarapés, servindo ao lazer dos moradores e dos visitantes que fazem da Vigia, um dos municípios mais procurados da região durante o ano inteiro , só superado pelo Mosqueiro, durante decênios recentes, segundo estatísticas do Terminal Rodoviário (SNART).

1 – Os nativos, tupinambás, reunidos na aldeia de Uruitá, (URU = cesto / ITÁ = pedra: CESTO DE PEDRAS), que receberam a visita dos europeus sem fazer guerra e contribuírem para iniciar uma das primeiras comunidades solidamente organizadas na Amazônia, e a mais desenvolvida, no século XVII, depois de Belém.

2 – A chegada do café ao Brasil, trazido de Caiena (Guiana Francesa), em 1727, pelo capitão-mor FRANCISCO MELO PALHETA, vigilengo que efetivou, nas terras, a primeira plantação brasileira da rubiácea. O café, até hoje, é um dos sustentáculos mais importantes da economia brasileira. Palheta comandou, também, a proteção da Costa Norte, em nossa região, descobriu e explorou o Rio Madeira, avançando até as comunidades andinas, denominadas pelos espanhóis, sendo, assim, um dos maiores bandeirantes do nosso País. Precisa ser mais prestigiado por nós, paraenses, e pelo resto do Brasil.

3 – Na faixa, 1613 indica a chegada dos franceses comandados por Daniel de La Touce, vindo do Maranhão, à aldeia de Uruitá, no dia 23de agosto, um domingo, - 1693: elevação a VILA. São estas as duas datas mais antigas dos primeiros contatos de europeus com os nossos avós indígenas, comprovadamente.

O nome original (URUITÁ) mudou para São Jorge dos Álamos. Numa homenagem dos moradores locais ao benemérito nobre português que colonizou esta terra, gastando aqui grande parte de sua fortuna, preparando o lugar para ser a VILA DA VIGIA DE NAZARÉ (1693), mais tarde CIDADE (dia 2 de outubro de 1854).

4 – As Gaivotas e o rio representam a riqueza ecológico-turística desta área; a embarcação, o meio de comunicação inicial entre Europa e América; - o heroísmo dos pescadores nas suas vigilengas em longas e perigosas viagens pelo extremo Norte, contribuindo para ser a Vigia “o maior empório pesqueiro do Pará”. E também um fato internacional, que garantiu a solução diplomática de uma pendência entre Brasil e Argentina: a salvação dos aviadores que retornavam de Nova York (EUA), no reide aéreo iniciado em Buenos Aires, em pleno Oceano, pelos pescadores da Vigia, na canoa “Juruna”, comandada por Josino Cardoso, que ficou famoso no Brasil e exterior. Ano: 1926. A este fato, intitulei, no meu Livro “Noções de História da Vigia”, de PÁGINA INTERNACIONAL DA PESCA. Finalmente: neste 2009, quase aos 400 anos, a maior sustentação econômica da Vigia de Nazaré ainda é a pesca.

5 – O livro aberto, no alto do mastro, tem dois sentidos: a Bíblia, símbolo dos ensinamentos cristãos, aqui implantados pelos jesuítas e outros religiosos. Os primeiros estabeleceram, aqui, o segundo colégio da Amazônia, e a Casa mais importante depois de Belém, no século XVIII. A famosa Matriz, a Igreja do Senhor dos Passos (de pedra) e os poços (alguns) atraem enorme interesse no Brasil e fora do nosso País. – O segundo sentido: a exploração intelectual dos Vigilengos na Literatura, jornalismo, oratório, magistério e Artes em geral, trazendo à Vigia de Nazaré o cognome de “ATENAS PARAENSE”.

Perto de uma centena de nomes ilustres poderiam ser relacionados, preponderando o governador de quatro estados brasileiros, fundador e primeiro presidente da Academia Paraense de Letras e respeitado historiador na sua obra-prima, os “MOTINS POLÍTICOS”, o mais completo e admirável relato da Cabanagem, que ele vivenciou em parte.

A interpretação dos símbolos

Observações complementares

  1. 1964 (final de junho) – Passei ao “Tio Eloi” o rascunho, para que ele executasse o acabamento competente.

  2.                 1964 (27 de agosto) – O prefeito trouxe, de Belém, a primeira Bandeira bordada, e a mostrou aos funcionários do gabinete. Foi emocionante. E provocou nosso festejo particular num barzinho próximo, após o expediente. Com exceção do prefeito, claro.

  3.                 No dia seguinte, a mando do gestor, entreguei à minha sogra, Senhora Guiomar Miranda, a bandeira recém-chegada, a fim de que ela bordasse outras para a Prefeitura.

  4.                 E foi com entusiasmo de verdadeira vigiense, que ela se pôs a trabalhar, sendo a pioneira, em nossa terra neste mister.

  5.                 1964 (7 de Setembro) – No palanque armado à entrada do trapiche Municipal, na Boulevard Melo Palheta (então, Boulevard Castilhos França), pela Manhã, hasteou-se o pavilhão vigilengo, pela primeira vez, precedendo o desfile escolar.

  6.                 Consta que outros prefeitos mandaram fazer novas bandeiras e estas apresentaram modificações inaceitáveis. Por isso, o prefeito Noé Palheta, na segunda gestão, mandou instituir um concurso para o aperfeiçoamento do desenho da Bandeira, e sua fixação definitiva, sem que alterasse, em nada o desenho original. Venceu o certame, o jovem artista plástico WILKLER ALMEIDA, mas o desenho vencedor, ao que sabia, não chegou a ser utilizado.     

José Ildone Favacho Soeiro

(Professor de Português, jornalista e escritor; cadeira 31 da Academia Paraense de Letras)