Rua Pedro Raiol, 328

Bairro: Centro - Vigia, PA

CEP: 68.780-000

E-mail: vigiapara400@gmail.com

 

© 2016 por INFOGRAFIC.

Orgulhosamente Vigiense

  • Google+ Clean
  • Twitter Clean
  • facebook

A chegada do café ao Brasil também tem Vigia como primeiro destino. Em 1727, o militar vigiense filho de portugueses chamado Francisco de Melo Palheta, conhecido como “O Homem do Café”, tinha terras em Vigia. Foi ele o responsável por trazer o café da Guiana Francesa para o município. De lá é que as sementes se espalharam por todo o país. “Até hoje em todos o interior de Vigia se encontram cafezais. O primeiro lugar que teve café no Brasil foi aqui. A cana de açúcar estava em declínio e foi o cultivo deste produto que salvou a nossa nação na época”

Francisco de Melo Palheta mudou o rumo do país, ao trazer o café, em 1728. A partir de uma pesquisa, que levou quatro anos para ser concluída, o jornalista Nélio Palheta traçou a vida do militar. De acordo com jornalista "a motivação para o projeto foi o grau de parentesco e o legado de Palheta por sua contribuição para a cultura paraense, pouco explorada pelos historiadores locais", afirma. Ele completa ainda: "Como jornalista, acho fantástica essa história do desenvolvimento econômico do país a partir do eixo Caiena-Vigia-Belém, até chegar ao Rio de Janeiro, em 1760", pontua Nélio.

Em 1728, o sargento-mor da força provincial do Grão-Pará, Francisco de Melo Palheta, tinha uma dupla missão para desempenhar na Guiana Francesa: atestar a manutenção de um marco territorial na fronteira da província com o território francês, e trazer para o Brasil sementes do café.

A chegada do Café no Brasil começou em terras vigienses

Documentário ouro negro que mostra a vida de Francisco Melo Palheta e chegada do café em terras vigienses

Documentário ouro negro que mostra a vida de Francisco Melo Palheta e chegada do café em terras vigienses.

Selo comemorativo do ano de de 1970 da chegada  do café por Francisco Melo Palheta.

FRANCISCO DE MELO PALHETA:

Vigiense ou português?

  

O Café no Brasil, assim como os escravizados, têm uma origem comum: a África. Natural das montanhas da Etíope, o café foi originalmente comido em forma de pasta. A entrada no mundo árabe mudou seu tratamento; passou a ser torrado, reduzido a pó e lançado em água fervente. Ainda hoje, chama-se “café turco”.

De comida, passou a bebida, mas não coado.

O intenso contato entre os árabes e as cidades italianas, principalmente a partir do século XVII, acabou por introduzir o café na Europa, o qual recebeu mais um acréscimo em sua preparação: a filtragem. Estava criada a forma ideal de preparo da bebida, utilizada até os dias atuais.

São inúmeras as pesquisas realizadas sobre o café no Brasil. Porém, em várias delas constatam-se divergências quanto à naturalidade de seu introdutor no país, Francisco de Melo Palheta.

Segundo a historiadora Sheila de Castro Faria, professora do Departamento de História da Universidade Federal Fluminense (UFF), autora de Barões do Café, as primeiras mudas que chegaram ao Brasil foram doadas, clandestinamente, pela mulher do governador da Guiana Francesa, na década de 1720, ao oficial português Francisco de Melo Palheta, que as plantou no Pará.

 Pesquisa realizada pela revista Superinteressante, publicada na edição de junho de 2000, também afirma que Palheta era português. Diz a meteria: “No século XVII E XVIII Holanda e França já tinham estabelecido plantações em suas colônias, e escondiam as sementes como se fossem pedras preciosas. Em 1727, esses dois países se confrontaram numa disputa diplomática de fronteira entre suas colônias nas Guianas. O Brasil foi escolhido para mediar o conflito e enviou o sargento-mor português Francisco de Melo Palheta a Caiena.”

 Existem também trabalhos que atribuem a nascença de Melo Palheta à cidade de Belém do Pará ou à Vigia.

São trabalhos que não apresentam fontes documentais para tal afirmação. Sendo assim, a naturalidade do introdutor do café no Brasil ainda é cercada por indefinições.

Quando se escreve sobre História, não se deve levar em conta, eu acho ou ouvir falar. É preciso ter um embasamento teórico, fundamentado em dados do contexto investigado, se não vira simples ficção. O historiador trabalha com fragmentos do passado, que nos chegam por meio das fontes. Segundo Eric Hobsbawm é com os olhos do presente que vemos o passado são as indagações do hoje que rastreiam o ontem em busca de respostas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Francisco de Melo Palheta, além de “introduzir” a primeira muda de café no Pará, conquistou e tomou posse do rio CAYARI (afluente da margem direita do Amazonas), no qual batizou com o nome de Rio Madeira, pela abundância das mesmas, que desciam pelo mesmo rio.

Sobre o café no Pará existe uma petição, que Francisco de Melo Palheta enviou ao Rei de Portugal. Neste ele relata que trouxe: “Mil e tantas frutas que entregou aos officiaes do Senado para que as repartissem com os moradores.” Na mesma petição solicita ao Rei; “cem casais de escravos e cinqüenta índios.” Nenhum momento é relatado onde ficava sua sesmaria nem tampouco a sua naturalidade.

Jorge Hurly no livro Noções de História do Brasil e do Pará de 1938 mostra: “A sua velhice passou, o homem do café, nas terras de sua sesmaria, que ficava entre as bôccas dos igarapés Arapijó e Guajará, na Vigia, de onde era filho.” Porém não cita uma fonte que possa confirmar a sua tese..

Portanto, sobre Francisco de Melo Palheta, não se sabe a sua nacionalidade nem a data de sua morte. Deve-se trabalhar que este, trouxe o café para o Brasil e plantou em terras paraenses. Mas por falta de documentação não se sabe em que lugar do Pará.

 

Historiador e escritor vigiense Paulo Cordeiro