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Orgulhosamente Vigiense

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Os casos da Santa Inquisição em Vigia no século XVII 

A Inquisição da Igreja Católica Romana foi a maior desgraça que ocorreu na história da humanidade. Em nome de Jesus Cristo, sacerdotes católicos montaram um esquema gigantesco para matar todos os "hereges" na Europa. A heresia era definida da forma como Roma quisesse definir; isso abrangia desde pessoas que discordavam da política oficial, aos filósofos herméticos, judeus, bruxas, e os reformadores protestantes.

A inquisição no Grão-Pará não tinha tempo pré-determinado e tinha um caráter de espetáculo. Seu objetivo era marcar a presença do tribunal naquela região, tornando visível o aparelho inquisitorial e fazendo com que as pessoas se sentissem vigiadas. No entanto, havia outras formas de controle. No Brasil, a Inquisição contava com homens habilitados para vigiar e denunciar a população. Eram chamados Familiares do Santo Ofício.

Uma pesquisa de pós-doutoramento realizada na Universidade de Lisboa pelo historiador Antônio Otaviano Vieira Júnior, trouxe a lume informações inéditas sobre a Inquisição no Pará. O pesquisador teve acesso aos documentos do Tribunal de Lisboa sob guarda do Instituto de Arquivo Nacional Torre do Tombo, que revelam quem eram os “espiões” habilitados pelo Santo Ofício e permitem entender por que havia tanto interesse em tornar-se familiar na segunda metade do século XVII.

VIGIENSES DENUNCIADOS POR FEITIÇARIA EM VIGIA NO SÉCULO XVII

Adrião Ferreira de Passos ou Adrião Pereira de Faria ou Adrião Pereira Simões, cristão velho, natural da Vila da Vigia de Nossa Senhora de Nazaré e residente no Engenho do Sítio de Tapariuaussu, Vila da Vigia, bispado do Pará, casado, exercia as funções de sargento dos auxiliares, administrador de engenho e pescador. Denunciado ao Santo Oficio por Manoel Pacheco e preso em 01 de fevereiro de 1757 sob a acusação de feitiçaria e superstições.

 

PROCESSO DE ADRIÃO FERREIRA DE PASSOS

NÍVEL DE DESCRIÇÃO

 Documento composto

CÓDIGO DE REFERÊNCIA

PT/TT/TSO-IL/028/01894

TIPO DE TÍTULO

Formal

DATAS DE PRODUÇÃO

1754-04-20  a 1766-04-25 

DIMENSÃO E SUPORTE

134 fl.; papel

HISTÓRIA CUSTODIAL E ARQUIVÍSTICA

Este documento, juntamente com outros mais, um maço, foram enviados do Brasil e transportados no navio Senhora Santa Ana para o tribunal do Santo Ofício em 24/11/1756 e chegaram a Lisboa a 01/02/1757.

ÂMBITO E CONTEÚDO

Outras formas do nome: Adrião Pereira de Faria, Adrião Pereira Simões 

Estatuto social: [cristão-velho] 

Crime/Acusação: superstições e feitiçaria 

Cargos, funções, actividades: sargento dos auxiliares, administrador de um engenho de aguardente de cana, pescador 

Naturalidade: vila da Vigia de Nossa Senhora da Nazaré, bispado do Pará, Brasil 

Morada: Engenho do Sítio de Tapariuaussu, termo da vila da Vigia, bispado do Pará, Brasil 

Pai: António Pereira de Faria, trabalhador 

Mãe: Florência Gomes 

Estado civil: casado 

Cônjuge: Luísa dos Reis de Carvalho 

Data da prisão: 01/02/1757 

Sentença: auto-da-fé de 27/08/1758. Abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo sem remissão, degredo por cinco anos para as galés, penitências espirituais, pagamento de custas. 

Contém o auto de denúncia contra o réu e a guia de remessa do mesmo, guia de remessa do réu e de um maço de papéis para o tribunal do Santo Ofício.

COTA ATUAL

Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 1894

EXISTÊNCIA E LOCALIZAÇÃO DE CÓPIAS

Cópia de algumas páginas do processo microfilmada. Portugal, Torre do Tombo, mf. 6014

Manuel Nunes da Silva, natural e residente da Vila da Vigia, Pará, solteiro, com idade de 28 anos, exercia as funções de ajudante de ordenança na Vila de Vigia. Apresentado ao Santo Oficio em 03 de abril de 1766 sob a acusação de superstição e feitiçarias. O réu já se encontrava preso antes da data de sua apresentação.

 

PROCESSO DE MANUEL NUNES DA SILVA

NÍVEL DE DESCRIÇÃO

 Documento composto

CÓDIGO DE REFERÊNCIA

PT/TT/TSO-IL/028/02702

TIPO DE TÍTULO

Formal

DATAS DE PRODUÇÃO

1766-04-03  a 1773-01-08 

DIMENSÃO E SUPORTE

18 fl.; papel

ÂMBITO E CONTEÚDO

Idade: 28 anos 

Crime/Acusação: superstição, feitiçarias 

Cargos, funções, actividades: ajudante de ordenança em Vigia 

Naturalidade: Vigia, Brasil 

Morada: Vigia 

Pai: Teófilo da Silva 

Mãe: Mariana Josefa 

Estado civil: solteiro 

Data da apresentação: 03/04/1766 

Sentença: 21/04/1766, abjuração de leve, penitênciasespirituais.

COTA ATUAL

Tribunal do Santo Ofício, Inquisição de Lisboa, proc. 2702

 

Alguns páginas do processo microfilmadas existentes no Instituto de Arquivo Nacional Torre do Tombo