Rua Pedro Raiol, 328

Bairro: Centro - Vigia, PA

CEP: 68.780-000

E-mail: vigiapara400@gmail.com

 

© 2016 por INFOGRAFIC.

Orgulhosamente Vigiense

  • Google+ Clean
  • Twitter Clean
  • facebook

A Companhia de Jesus, ou Ordem dos Jesuítas, estabeleceu-se no Pará em meados do século XVII, contribuindo com a Coroa Portuguesa na campanha de expansão e ocupação territorial na América do Sul - competindo com a Espanha -, em que os missionários jesuítas exerceram fundamental importância, especialmente na área da Educação5.
    Enquanto representante da Igreja Católica, a Companhia de Jesus foi enviada à região para praticar seu característico trabalho catequético e educacional, dirigido aos nativos, propagando e instaurando o Cristianismo Católico, prevenindo, assim, o avanço da Revolução Luterana, além de preparar os selvagens para conviverem com o processo colonizador.
    A obra da cristianização consistia na organização de aldeamentos chamados de missões, onde grupos indígenas eram reunidos e lá aprendiam com os jesuítas alguns ofícios, inclusive técnicas artísticas, e recebiam ensinamentos religiosos.
    As missões também eram tidas como refúgio, já que os índios que insistiam em permanecer habitando as matas, geralmente eram capturados por mercenários mercadores, muitas vezes auxiliados por índios de tribos inimigas, e comercializados com os colonizadores europeus, para os servirem como escravos. Nessa questão, os jesuítas representavam a proteção dos nativos.
    Para acolher e reconquistar fiéis, a Igreja Católica empregou métodos como a multiplicação das dioceses, construção e reconstrução de igrejas, criação de seminários, colégios e universidades, em todo o mundo6.
    Durante a atuação nas terras da Vigia, por exemplo, os jesuítas ergueram diversas edificações, com ajuda operária dos índios, que ainda hoje se fazem presentes, para testemunharem o passado histórico da cidade, integrando o patrimônio arquitetônico, com exceção do Colégio da Madre de Deus, que era a residência dos missionários, a primeira obra física relevante, iniciada em 17327 e totalmente demolida no ano de 1978.













    A primeira e maior igreja, a Madre de Deus - ou Mãe de Deus - foi construída logo após o colégio, em um terreno vizinho. Tornou-se a igreja matriz do Município mediante a criação da Paróquia Secular, por carta régia de 11 de junho de 17618.












    Na zona rural, onde houve aldeias indígenas missionadas, há ainda duas igrejas também atribuídas aos jesuítas: a de Nossa Senhora da Luz, na atual Vila de Porto Salvo (antiga missão Mamaiacu), e a de Santa Maria do Guarimã, na vila de Santa Maria do Guarimã9.



















    A última obra arquitetônica jesuítica na Vigia, uma quarta igreja, estava em processo de construção, quando houve a interrupção em 176010, diante da expulsão dos religiosos da Companhia de Jesus do território sul-americano, colonizado principalmente pelos portugueses e espanhóis, e a conseqüente extinção das missões, desencadeada por uma série de acontecimentos relacionados a divergências entre o idealismo espiritual dos jesuítas e o interesse material dos colonizadores.
    A referida construção, localizada na zona central da cidade, então, ficou inacabada.
    Atualmente, esta é conhecida como Capela do Bom Jesus ou de Nosso Senhor dos Passos, ou ainda, mais comumente, como Igreja de Pedra, devido ao fato de sua estrutura - pedra e cal - permanecer exposta, por não ter recebido reboco.

Os Jesuítas e suas igrejas na Vigia


- No século XVIII, também havia na Vigia a presença de outras ordens religiosas, como franciscanos, mercedários e carmelitas. Com a expulsão dos jesuítas, por algum tempo esta igreja ficou abandonada. Os Carmelitas, posteriormente, usaram a velha construção inacabada para guardar imagens sacras, entre elas a de Nosso Senhor dos Passos ou Bom Jesus, disseminando seu culto e fazendo com que a igreja passasse a ter seu nome atribuído a Nosso Senhor39.
    Já no século XX, na década de trinta, os paredões inacabados da nave central foram demolidos, aproveitando-se as pedras em outras obras da prefeitura. Conta-se que, durante essa demolição foram achados fragmentos de ossos humanos entre as pedras.

Outras ordens religiosas na Vigia

Baseado no livro de Paulo Cordeiro, “Batuque à Santa Barbara”. Notas sobre religiões de matriz africana em Vigia (2014). As religiosidades populares que escapassem aos cânones da Igreja Católica eram consideradas como feitiçaria. Foi o que aconteceu no século XVIII, com quatro vigienses, condenados pelo Santo Ofício e levados a Portugal.

Nesses quase três séculos de atividades suas ações resultaram em mais de dez mil processos, que abarcaram diferentes regiões do Império lusitano, incluindo a Amazônia. Coube ao Tribunal de Lisboa a tarefa de vigiar os “desvios da fé” e os “costumes” na América portuguesa, o que significou efetivamente a instalação local de mecanismos inquisitoriais de controle, seja por meio das visitações que ocorreram na América portuguesa, seja por meio da nomeação de Comissários ou da Habilitação de Familiares do Santo Ofício.

No século XVIII, na Vila da Vigia, quatro vigienses, foram condenados pelo Santo Ofício, por praticarem a feitiçaria, superstições e “pacto com o diabo”.

 Adrião Pereira de Faria, conhecido por Cristão Velho, de 19 anos, natural da Vila da Vigia de Nossa Senhora de Nazaré e residente no Engenho do Sítio de Tapariuaussu, Vila da Vigia, bispado do Pará, casado, com Luisa dos Reis de Carvalho, filho de Antonio Oereira de Faria e de Florência Gomes. O acusado exercia as funções de sargento dos auxiliares, administrador de engenho de aguardente de cana, era também pescador. Denunciado ao Santo Oficio por Manoel Pacheco e preso em 01 de fevereiro de 1757 sob a acusação de feitiçaria e superstições.  Sentença abjuração em forma, cárcere e hábito penitencial perpétuo sem remissão. Degredo por cinco anos para as galés, penitência espirituais, pagamento de custas, no dia 27 de agosto de 1758.5

Cristão velho era alguém que havia se convertido do judaísmo ao catolicismo. Mas suspeito de professar sua fé original em segredo.  Os inquisidores encontraram com Adrião Pereira de Faria um documento por ele assinado, o que foi identificado “como pacto com o diabo”. Levado para Portugal foi submetido à tortura, tendo confessado seus crimes e condenado à prisão. Segundo a historiadora Laura de Mello e Souza,6 é o único caso que se conhece de alguém que tenha conseguido mudar a pena por outra menor e depois de alguns anos de prisão voltar ao Brasil. 

Para o antropólogo Heraldo Maués, todo esse controle exercido desde os primórdios da colonização paraense, não impedira que, fora da Igreja oficial, entre negros, índios, mulatos e brancos, se desenvolvesse um sincretismo religioso. Por isso, contribuíram, em parte os próprios sacerdotes, cujos exorcismos e benzeções eram usados para curar doenças. 7

Crescêncio de Escobar, mameluco, natural e residente do Sítio de Guarapironga, Vila da Vigia, bispado do Pará, aos 33 anos, casado, com Deodata Victória da Cunha, mameluca. Filho de Mateus de Sousa Madeira, alfaiate, e de Luísa Maria, índia. O acusado exercia as atividades de oficial de ferreiro. Apresentado ao Santo Oficio na data de 03 de outubro de 1763, sob a acusação de bruxaria e pacto com o diabo. Sentença abjuração de leve, penitências espirituais, pagamento das custas, no dia 14 de novembro de 1763.8

Manuel Nunes da Silva, natural e residente da Vila da Vigia, Pará, solteiro, com idade de 28 anos, filho de Teófilo da Silva e de Mariana Josefa. O acusado exercia as funções de ajudante de ordenança na Vila de Vigia. Apresentado ao Santo Oficio em 03 de abril de 1766 sob a acusação de superstição e feitiçaria. O réu já se encontrava preso da data de sua apresentação. Sentença abjuração de leve, penitências espirituais no dia 21 de abril de 1766. 9

Manuel José de Maia, natural de Nossa Senhora de Vigia, bispado do Pará e residente em Belém, solteiro, com idade de 26 anos, exercia as atividades de soldado da companhia do capitão Antonio Infante. Apresentado ao Santo Oficio em 09 de abril de 1764 sob a acusação de superstições. 10

Feitiçaria, bruxaria, pacto com o diabo e superstição. Foram as acusações realizadas pelo Santo Ofício no século XVIII, a esses vigienses. Apego exagerado ou infundado a algo, manipulações com plantas e ervas, utilização das forças espirituais de cura dos corpos doentes, por meio da força da palavra e de gestos prenhes de simbologia, eram condenados pela Igreja Católica. Os costumes foram evidentemente guardados e transmitidos entre as gerações. Percebemos que todos os acusados eram trabalhadores, porém não importava ao Santo Ofício sua posição social, qualquer pessoa que tivesse praticando algo “sobrenatural” ou outra qualquer religião que não fosse a Religião Católica era acusado e condenado. Penitências espirituais estão inseridas entre as sentenças, justamente porque eles estavam se desviando da religião oficial. Lembremos que os índios tupinambás já manipulavam as plantas e ervas para a cura de doenças.  E no século XIX, essa prática foi ainda mais difundida na sociedade devido a grande massa de africanos que aqui estiveram, os negros, também trouxeram consigo toda a gama  cultural e difundiram em Vigia, como uma das forma de sobrevivência e resistência do seu próprio universo cultural.

Falar, comentar ou discutir sobre religião é muito complexo, pois, a pessoa que está na frente, sempre vai ter a sua como padrão verdadeiro. É preciso compreender que existem diferenças e semelhas em alguns ritos ou dogma, e que não se pode julgar algo sem conhecer.

Na cidade da Vigia, a história das religiões remonta o século XVII, onde os índios Tupinambás manifestavam sua fé em um Deus. Posteriormente, os colonizadores os jesuítas e mais adiante os carmelitas e mercedários, introduziram o catolicismo como religião verdadeira. No decorrer dos séculos XVIII e XIX, as manifestações religiosas dos negros africanos escravizados, aqui também desenvolveram suas doutrinas.

Hoje existem 16 terreiros em atividade na cidade de Vigia, a maioria Umbandista e um pratica a Mina Nagô e neste encontra a primeira mulher com feitura em Vigia, Claudia Cristina.

Religiões Africanas em Vigia

Principais procissões do catolicismo vigiense

Procissão de São Sebastião (Bairro Arapiranga)

Padres que passaram por Vigia


Cônego Francisco das Chagas Costa, de 1962 a 1969 - mantinha um estúdio musical instalado dentro da igreja.
Padre Pedro Fontana (italiano), de 1969 a 1972 - foi o primeiro vigário da Vigia a andar pelas ruas sem batina;
Padre Alfredo de La Ó (norte-americano), de 1972 a 1975 - anteriormente ao sacerdócio, foi xerife de polícia no Estado americano do Texas. Costumava andar armado e colecionava armas e antiguidades. Apadrinhou dezenas de crianças vigienses. Tornou-se polêmico por causa do envolvimento de seu nome em fatos policiais relacionados a um amigo alemão, Erik Schmith, acusado de contrabando e assassinato.
Sucedendo La Ó como vigário da Vigia, em 1975, o padre polonês Manfredo Knossala dirigiu a paróquia até 1979. Durante esse vicariato, aconteceu o famoso roubo da imagem de Nossa Senhora de Nazaré, do seu nicho na igreja Mãe de Deus, em 10 de fevereiro de 1977.
Knossala deixou a paróquia mediante a nomeação do padre cearense Francisco de Sousa Nobre, que permaneceu na cidade por pouco tempo, sendo substituído pelo padre Eugênio Casimiro Maichrzak, em 1981.


O padre polonês Eugênio Casimiro Maichrzak, que dirigiu a Paróquia de 1981 até o início de 1992. Fundador do Grupo de Ministrantes de Vigia.

O Grupo de Ministrantes, cujo padroeiro é São Domingos Sávio, foi organizado e fundado em 16 de dezembro de 1981, pelo ex-vigário da Vigia, o padre polonês Eugênio Casimiro Maichrzak, que dirigiu a Paróquia de 1981 até o início de 1992. Anteriormente a essa fundação, os jovens que ajudavam voluntariamente o sacerdote nas missas e demais eventos litúrgicos eram chamados de coroinhas ou acólitos.

Dentro do Grupo de Ministrantes há vários graus hierárquicos. Ao ingressar, o aspirante passa por um período de aprendizado, até receber a túnica de cor cinza. Posteriormente, este, quando promovido, passa a “cinza com cinto”, usando um cordão em volta da cintura, sobre a túnica; esse cordão varia de cor de acordo com o calendário litúrgico. Na promoção seguinte, o ministrante passa a usar túnica preta, sobre a qual veste uma sobrepeliz branca chamada de roquete. Depois, é recebida a peleirinha, uma espécie de ombreira, de cores variadas, usada sobre o roquete e a túnica preta. Há tempos, o maior grau era a elevação a Ministro da Eucaristia. Daí por diante, o ministrante poderia optar ou não por seguir carreira eclesiástica.
São várias as funções competentes aos ministrantes. Eis algumas delas:
    Nas missas comuns, tocam a sineta, para advertir os fiéis da entrada do sacerdote e diáconos; levam ao sacerdote os utensílios necessários para a consagração da hóstia e do vinho, durante o ofertório; agitam as campainhas durante o erguimento da hóstia e vinho consagrados; portam as patenas sob o queixo dos fiéis, no ato da comunhão. Em missas solenes e procissões carregam e manuseiam tochas, turíbulos de incenso, navetas, lampadários, matracas, crucifixos, entre outras atribuições

Além do Grupo de Ministrantes, padre Eugênio também criou o chamado Grupo das Azulinhas, formado só por meninas, que também tinham a função de atuarem nas celebrações paroquianas. Este último foi extinto após ter assumido a Paróquia o padre italiano Giovanni Incampo, sucedendo o padre Eugênio.

Cônego Faustino de Brito

Padre Alcides Paranhos


Busto do Pe. Alcides Paranhos na praça
que recebeu o seu nome, em frente à
Igreja de Pedra.


Quando Paranhos assumiu a paróquia de Vigia, em 1910, esta havia passado por um período de vacância e, provisoriamente, assistida pelo Monsenhor Argymiro Maria de Oliveira Pantoja (vigiense), mediante a expulsão do cônego Raymundo Ulisses Penafort (cearense) da cidade, em 1909.  O longo vicariato do padre belemense Alcides Batalha da Silva Paranhos, que durou de 1910 até 1951, quando este morreu, vítima de infarto, no dia 03 de dezembro.

Padre Eugênio Casimiro Maichrzak


São Domingos Sávio, o humilde menino que entregou a vida a Deus, e que morreu ainda na adolescência.

Procissão do achado da  Santa

Procissão do Encontro e do Senhor Morto (Sexta-Feira Santa)

Procissão de Cinco de Agosto (Nossa Senhora das Neves

Procissões do Círio de Nazaré

Procissão de São Cristovão

Procissão de São Pedro

Padre Valentino Zappa (Padre Vovô)

Padre Valentino Zappa nasceu em Rho, uma cidade próxima a Milão, na Itália, em 14 de fevereiro de 1903. Passou a ser sacerdote em 27 de março de 1937 pela ordem dos Barnabitas, e nesse mesmo ano, em 11 de novembro, chegou ao Pará.

Segundo o Superior Provincial dos Barnabitas na Região Norte e parte do Nordeste, padre Giovanni Incampo, padre Vovô foi missionário nas cidades de Bragança e Belém, aqui no Pará. Passou também pelas cidades de São Paulo, Caseiros, no Rio Grande do Sul, e retornou à Itália, onde ficou até a morte de seu pai em 1995. Mas, a convite do Padre Giovanni Incampo, padre Vovô retornou ao Brasil e escolheu a cidade de Vigia como seu lar e os paroquianos como sua família.

Padre Valentino era “batalhador, firme, otimista, ativo, dedicado, sempre dinâmico, com grande capacidade de fazer amizades, homem sincero e autêntico”, diz padre Giovanni.

Em Vigia, onde viveu por 14 anos, construiu creches, capelas e centros sociais, e sua passagem pela cidade foi marcada pelo carinho que tinha com as crianças. Padre Vovô, como diz o codinome, era o verdadeiro avô de todos. 

Seu túmulo se encontra na parte de trás da Igreja Matriz de Vigia, um dos lugares mais amados por ele e onde queria ser enterrado.

Padre Giovanni Incampo

Padre Giovanni Maria Incampo, barnabita, nascido em Altamura, Itália do Sul, em 11/03/1932, 4º de 6 filhos. Aos 15 anos entrou no Seminário dos Barnabitas, realizando seu sonho desde criança de ser Religioso e missionário. Fez os Votos religiosos com 17 anos. Estudou filosofia em Florença e Teologia em Roma. Após 12 anos de ministério sacerdotal na Itália, em Casas de Formação, de navio chegou no Brasil, Rio de Janeiro,  no dia 12/10/1969, dia da Descoberta da América, de Nossa Senhora Aparecida e do Círio de Nazaré: bom auspício!. Está no Brasil já faz 46 anos, mais brasileiro que italiano; quase sempre no Pará, com breve exceções em São Paulo e em Samambaia – DF. Após 2 anos como pároco em Irituia, do início de 1970 ao fim de 1978 foi pároco da Basílica de Nazaré, onde deu vida a várias iniciativas pastorais e movimentos que, bem crescidas,  perseveram até hoje No ano de 1981 substituiu o Padre Eugênio na Paróquia de Vigia, onde criou as Comunidades esplhadas pela cidade e interior de Vigia.

Assembléia de Deus em Vigia


Depois da igreja de Belém do Pará, as Assembleias de Deus mais antigas tem entre elas a de Vigia, que teve sua fundação no ano de 1912. Atualmente é uma das maiores do Estado em número de membros, são mais de 100 espalhadas na cidade e interior de Vigia.

O Espiritismo na cidade da Vigia

Não temos o ano da entrada do espiritismo kardecista na cidade da Vigia, visto que não termos nenhuma documentação no arquivo do atual Centro Espírita da cidade, muito menos na Federação Espirita do Pará. Porém, de acordo com o antropólogo Maués (1995, p.148), pelos documentos existentes no arquivo paroquial de Vigia, “pelo menos desde 1924 já se faziam sessões do espiritismo Kerdecistas em Vigia”. De acordo com o mesmo antropólogo em 1978 já havia em Vigia 50 pessoas que se declaravam Kardecistas.

O jornal O Lusco-Fusco, da cidade da Vigia, na edição do dia 1º de julho de 1923, em primeira página, informava aos leitores a respeito do Espiritismo. O jornal era publicado bimensal e permaneceu por um ano. Seu proprietário era Manoel Saraiva e tornou-se severo crítico do espiritismo em Vigia

O Centro Espírita Seareiro da Luz foi fundado no dia 10 de fevereiro de 1991. No dia 20 de janeiro de 2000 foi concedida pela prefeitura municipal da Vigia a Licença de Ocupação Provisória do terreno com 11,50 metros de frente, por 17 metros de fundos, ocupando uma área de 195,50 m², situado na Av: Magalhães Barata ao Centro Espírita “Seareiro da Luz”. No dia 18 de abril do mesmo ano a prefeitura municipal concede o Título de Aforamento.

Depois de nove anos de fundação do Centro Espírita “Seareiro da Luz”, houve a necessidade de ser registrada em cartório a Ata da fundação. Porém, não havia tal documento, então, uma Assembleia Ordinária foi realizada no dia 10 de fevereiro de 2002 na sede do Centro, com a finalidade de constituir uma Ata, a aprovação do Estatuto, a eleição e posse da nova Diretoria.  

O Espiritismo tem um conjunto de conhecimentos e leis, com aspectos científicos, filosóficos e de consequências morais. É uma religião no sentido amplo da palavra, porque não tem dogmas e hierarquias, como outras religiões tradicionais. E uma religião que comunga com a transformação da moral do homem e seguindo os preceitos de Jesus Cristo, então logo é uma religião Cristã.

No Centro Seareiro da Luz possuí há cursos de educação e prática mediúnica e cursos de “passes” sistematizado com a Divina Espírita, para compreender o que é o Espiritismo, na sua missão e visão. Entretanto nem todas as pessoas que frequentam possuem a mediunidade. Há três tipos de pessoas: visitante, frequentador e trabalhadores da Casa.

O primeiro é aquele curioso, vai à busca de resposta. O segundo está sendo atendido, estuda o evangelho e participa dos cursos que são oferecidos pelo Centro ou também alguém que queira apenas conhecer o espiritismo. E o terceiro, é aquele que é frequentador e identificador, fez os tratamentos espirituais, os cursos e é envolvido pelo sentimento de gratidão, dedica-se a prática da caridade, ajudando as pessoas em gratidão. Tendo como isso, a melhora moral.   (pesquisa do historiador Paulo Cordeiro)


Os americanos fundadores da Igreja

Assembléia de Deus no Pará e no Brasil