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Papel reciclado

A chegada da eletricidade em Vigia

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Obras de Antônio Coutinho (óleo sobre tela), mostrando o uso de lamparinas a querosene quando ainda não existia eletricidade em Vigia.  

OS OFÍCIOS, alguns extintos, nos ajudam a compreender o modo de viver em determinadas épocas. Antes da eletricidade, os acendedores de lampiões, também chamados de LUZEIROS, entravam em cena no fim da tarde, acendendo as luminárias, à óleo ou querosene, das cidades. Ao amanhecer, apagavam, limpavam os vidros e reabasteciam.

Acendedor de lampiões(Autoria não identificada)Fonte: ronaldofotografia.blogspot.com

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O uso da energia elétrica na Vigia vem com a usina geradora, com motor a díesel, construída entre as décadas de 1930 e 40, mas o fornecimento era limitado, oferecendo luz por algumas hora, atendendo a uma pequena parte da cidade.

Até os anos 60, nas aulas notur-nas ainda se recorria ao uso de lampiões. A chegada da estatal Centrais Elétricas do Pará (Celpa) ocorreu em 1967, na gestão do prefeito Florival Nogueira.

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Prefeito José Ildone e eletricistas da Prefeituraem frente ao prédio da antiga usina de energia (atualmente Correios)Década de 1970

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Foi manchete no Jornal O Vigilense, de 14 de março de 1965, um encarte noticiando a chegada de mais um motor para a usina de força do municipio que desde a década de 1930 era responsável pelo abastecimento, ainda precário, de eletricidade. Nessa época gerando apenas algumas horas por dia de energia.
A usina de força ficava localizada na praça que por muito tempo ficou sendo chamada de Praça da Luz (hoje, Praça Olavo Raiol/Agencia dos Correios) e prestou serviços primordiais para a comunidade até no início da década de 1980, quando a energia passa a ser fornecida definitivamente pela Centrais Elétricas do Pará.
Diz a nota:
“Em dezembro próximo passado a Vigia ganhou um motor de luz, como observamos no clichê, para suprir nossa deficiência elétrica. Entretanto, lamentavelmente, até agora nada foi resolvido. A Prefeitura, o que é verdade, não possui fundos para por esse motor em movimento, nem concertar os outros que estão em pane. A consequência drástica, todavia, não é o fato de ficarmos no escuro por meses a fio, mas de saber que nos nossos estabelecimentos de ensino secundários, noturnos, poderiam estar sendo administradas aulas à luz de petromax e de Aladim, se não contássemos com a benevolência de amigos que procuram luz a esses educandários. Estamos certos que o Prefeito enviara esforços maiores para resolver esse problema. Confiamos em sua excelência, mesmo que tenha de ocupar o plano estadual – o que deve ser a solução.
A foto registra o momento em que fazíamos a visita às dependências da usina.”


 

Fontes consultadas: ILDONE, José. Ginásio "Bertoldo Nunes": medalha de ouro para Vigia de Nazaré. Belém: Ed. Ind. 2008 https://museuafroparanaense.wordpress.com www.culturavigilenga.com.br

Retrografia VigiaAcervo: Biblioteca Digital Sociedade Literária Cinco de Agosto.www.cincodeagosto.com

Rua Josino Cardoso, 156

Bairro: Centro - Vigia, PA

CEP: 68.780-000

E-mail: vigiapara400@gmail.com

 

 

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© Coordenação WILTON ALMEIDA

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