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Irmãs Preciosinas e o Educandário


A congregação das irmãs do Preciosíssimo Sangue foi fundada em 1876, na Itália, pela madre Maria Matilde Bucchi, nascida na pequena cidade de Agrate Brianza, a poucos quilômetros de Milão, em 18 de maio de 1812.
Maria Bucchi pertencia a uma humilde família camponesa católica. Em 17 de maio de 1852, ela deixou a casa dos pais e entrou para o convento das irmãs canossianas, como irmã da terceira ordem. Em 20 de julho de 1874, desligou-se das terciárias canossianas e, dois anos depois, fundou a congregação preciosina, publicada oficialmente pelo Monsenhor Luís Conti como Congregação das Irmãs do Preciosíssimo Sangue de Monza. Madre Bucchi dirigiu a entidade por seis anos. Faleceu em 1º de março de 1882.
Somente em 14 de dezembro de 1942, essa ordem religiosa foi aprovada pelo Vaticano, através do Papa Pio XII.
As irmãs preciosinas, como são chamadas, hoje estão presentes na Europa, África, América e Ásia.  No Brasil, estão instaladas em vários Estados e no Distrito Federal.
Em 12 de agosto de 1938, chegaram em Bragança, no Pará, as primeiras missionárias italianas: Irmãs Lúcia Colnago, Celina Casati, Adelaide Borroni, Vitória Benaglia e Maria Viganó. Em 14 de fevereiro do ano seguinte, as irmãs criam nessa cidade o Instituto Santa Terezinha. Em 1951, foi implantado o Colégio São José, em Castanhal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


A primeira casa a ser aberta fora da Região Bragantina foi a da Vigia e, depois, a Escola “Berço de Belém”, na capital, ambas em 1953.   
A congregação das preciosinas veio para a Vigia mediante iniciativa do ex-vigário Monsenhor Milton Corrêa Pereira, que solicitou a referida ordem religiosa para trabalhar junto à paróquia, no início dos anos 50, uma vez que, essa congregação desempenhava relevantes trabalhos pastorais no Estado.
Em 1953, já no vicariato do Monsenhor Faustino Cabixto de Brito e como bispo do Pará, Dom Mário de Miranda Villas Boas, foram enviadas à Vigia duas irmãs vindas de Bragança: Irmã Adelaide e Irmã Nazarena Silva, que tinham a missão de pesquisar o município para fundamentar a nova casa.
A madre geral era a irmã Suor Gabriela Barele, e a regional era Maria Viganó.
No dia 19 de março do mesmo ano, foi trazida para a cidade a primeira comunidade preciosina, através da irmã Viganó, ante o conselho da congregação. As irmãs dessa comunidade eram: Silvana Piróvano, Enrica Melzi, Ermínia Casati, Odete Ataíde e Nazarena Silva.
Logo, foi implantada uma escola com a denominação de Educandário Nossa Senhora das Neves, homenageando a padroeira do município, tendo como primeira diretora a irmã Nazarena Silva. Inicialmente, a residência das irmãs e o Educandário funcionaram na propriedade dos herdeiros do ex-intendente municipal, major Luciano Neves, na antiga Boulevard Castilhos França, de frente para o rio Guajará-Mirim, na época aos cuidados do vigário, e hoje pertencente à família Belém.
O primeiro uniforme do Educandário era calça caqui e camisa com mangas longas, para os meninos. Já as meninas, usavam vestido branco de mangas longas, com folho sobre os ombros.   
Passados quase dois anos, a irmã Maria Viganó comprou uma casa, que pertencia aos herdeiros de Casemiro José Ferreira (político e intelectual vigiense). A casa, que também abrigou a Sociedade Literária e Beneficente “Cinco de Agosto”,                          ficava entre o solar da família Mira (antigo colégio dos jesuítas) e uma propriedade na extremidade do quarteirão, das filhas herdeiras de Abhner de Nazaré Pinheiro Athayde69.
 Para a antiga residência dos Ferreira, foi transferida a escola, recebendo ajuda das autoridades locais e da população.
Da implantação do Educandário, também chamado de colégio das freiras, até os dias de hoje, foram muitas as irmãs que por lá passaram e deixaram lembranças, havendo sucessivas rotatividades:
Nos anos de 1956 e 57, o Educandário foi administrado pelas irmãs Bernardina Sanvito (superiora) e Zarife Sales (diretora). Nessa época, a comunidade preciosina era composta pelas irmãs Silvana, Marieta, Celeste, Benigna, Alcinda, Almerinda, Iolanda Arrigoni e Nazarena Silva.
No ano seguinte, assumiu a direção a irmã Arminda Amintas, que comprou a propriedade dos Athayde.
No período de 1959 a 1967, foi diretora da escola a irmã Marieta de Oliveira Borges, morando também na comunidade as irmãs Enriqueta, Aldemarina, Marta, Terezinha Figueiredo, Benedita e Bernardina Sanvito (superiora).
Em 1968, assumiu a direção a irmã Lindalva Duarte.
De 1970 a 71, foi a responsável pela escola a irmã Maria Eliza, convivendo com as irmãs Iolanda Arrigoni (superiora), Maria Agla Teflac Amarante, Nazarena Silva, Almerinda, Marieta e Madalena Leite.
No ano de 1970, a 09 de julho, iniciou-se a demolição da antiga casa das irmãs, que passaram a morar no salão da escola. O novo prédio, projetado pelo Dr. Davi, foi abençoado pelo pároco, Pe. Pedro Fontana, em janeiro de 71. O Educandário foi crescendo, tendo sido assinado na ocasião um convênio com a extinta Legião Brasileira de Assistência. Também foram oferecidos cursos para as mães, com exposições de trabalhos em crochê e outros.
Em 72 e 73 dirigiu a escola a irmã Maria José Rosendo da Silva, auxiliada pelas irmãs Maria das Neves Brabo Campos, Enriqueta Stucchi e Ermínia Casati (superiora), que, para manter a comunidade, lecionavam no Educandário e no Ginásio Bertoldo Nunes.
    De 1974 a 1981, a escola foi dirigida pela irmã Norberta da Silva Corrêa, tendo a irmã Terezinha de Jesus Figueiredo como madre superiora. Em meio a esse período, a comunidade da congregação, formada pelas irmãs Joana Antonia de Menezes, Enriqueta, Maria do Carmo Pinho, Maria José Sousa, Francisca Pereira de Oliveira, Maria Raimunda Lourenço Vieira e Maria das Neves Brabo Campos, adquiriu o prédio do antigo colégio da Mãe de Deus, ou solar dos Mira, ao lado da matriz, que foi totalmente demolido no início de 1978. Em 18 de março desse ano, foi realizado o lançamento da pedra fundamental da nova construção, pelo prefeito José Ildone Favacho Soeiro. Em 04 de dezembro, as obras foram iniciadas, lembrando as linhas externas do prédio anterior. A inauguração aconteceu em 20 de dezembro de 1980. As instalações e atividades do Educandário foram ampliadas, com a implantação da pré-escola. Para isso, foram contratadas mais professoras, entre elas: Tomázia Moraes e Silva e Maria de Jesus Braga. Daí por diante, os alunos da escola acostumaram-se com a divisão que distingue os primeiros níveis, que funcionam até hoje no chamado “colégio novo” (local da antiga casa dos jesuítas), dos níveis mais avançados, que funcionam no pavimento que chamam “colégio velho” (local da antiga propriedade dos Athayde). A residência das irmãs fica entre os dois prédios, onde inicialmente era a casa dos Ferreira.

Foi neste prédio que funcionou o Educandário no início

Nesta gestão também foram iniciadas as obras de construção da quadra esportiva da escola, inaugurada em 22 de agosto de 1981, e a aquisição de instrumentos musicais para a banda marcial.
    De 1982 até 1984, dirigiu o Educandário a irmã Lindalva Sousa, que conveniou a escola com a Secretaria de Estado de Educação - SEDUC, mantendo alguns alunos beneficiados por bolsas de estudos, e outros pagando mensalidade, arrecadação destinada ao pagamento de professores e demais funcionários.
    A direção da escola também atendia a movimentos jovens junto à paróquia, como o extinto CTULA, criado pela congregação preciosina.
Também faziam parte da comunidade as irmãs Filisbina Castilhos dos Reis, Terezinha Campos de Lima, Antônia Aguiar, Eliana, Maria Agla Teflac Amarante e Ermínia Casati.
    Em 85 e 86, foi superiora e diretora a irmã Filisbina Castilhos dos Reis, acompanhada das irmãs Terezinha Carlos de Lima, Raimunda, Maria José Sousa e Maria Agla Teflac Amarante.
    Já em 87, assumiu a direção a irmã Maria do Socorro da Silva, convivendo com as irmãs Maria do Carmo Tavares (superiora), Terezinha Carlos de Lima, Maria do Carmo Pinho e Antonina Aguiar.
    De 1988 a 1993, a diretora foi a irmã Maria Imaculada Esquerdo, que conduziu com dinamismo a tradicional instituição de ensino, melhorando as estruturas físicas e técnicas, como, por exemplo a cobertura da quadra de esportes. Nesse período, fizeram parte da comunidade: irmãs Maria do Carmo Tavares (superiora), que foi substituída pela irmã Iolanda Arrigoni; irmã Vanda de Lima Porpino, Antonina, Laurinha de Souza, Maria Agla Teflac Amarante e Verônica Brito.
    Em 94, assumiu a direção da escola a irmã Laurinha de Souza.
    De 1995 a 97, a comunidade e a escola é conduzida pela irmã Iolanda Santa Rosa de Almeida, em companhia das irmãs Maria Agla Teflac Amarante, Verônica Brito, Maria José Guimarães, Francinete Maria e Maria do Carmo Pinho.
    Em 1997, ano em que houve na escola a implantação do ensino de 5ª a 8ª série, foi diretora a irmã Maria do Socorro da Silva, até 2001.
    A partir de 2001, o Educandário é administrado pela irmã Maria José Rosendo da Silva, compondo a comunidade as irmãs Marieta de Oliveira Borges, Maria do Carmo Pinho, Maria Lucicléia de Souza Costa, Marilene de Souza, Judith, Helena, Laurinha de Souza, Ierecê Palheta de Mira (...)70


Obs.: A pesquisa abrange o período de 1953 até 2001.